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13 Janeiro de 2018 | 07h34 - Actualizado em 13 Janeiro de 2018 | 07h34

África do Sul: Políticos condenam declarações de Presidente americano sobre África

Cidade do Cabo - A classe política sul-africana juntou-se, sexta-feira, ao coro internacional de condenações da qualificação de África pelo Presidente americano Donald Trump como "países da merda".

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Trump fez estas declarações controversas durante um encontro com senadores sobre um projecto de lei sobre a migração, quando se interrogou por que os Estados Unidos deviam aceitar imigrantes de "países da merda" como Haiti e África.

Na ocasião, Donald Trump declarou que preferia antes imigrantes da Noruega.

Falando à imprensa nas vésperas do 106º aniversário do Congresso Nacional Africano (ANC), em East London, a secretária-geral adjunta do partido governante na África do Sul, Jessie Duarte, qualificou estes comentários de "infelizes".

"Os países em desenvolvimento têm realmente dificuldades. Estas dificuldades não são simples", afirmou.

Mmusi Maimane, dirigente do partido da oposição oficial, Aliança Democrática, também qualificou tais comentários de "abjectos", adicionando que os mesmos confirmam "uma visão paternalista de África que encoraja um programa racista".

"As relações entre de África e dos Estados Unidos vão sair tensas deste caso, com um dirigente que não consegue reconciliar a humanidade. O ódio das origens de Obama estende-se agora a todo um continente", declarou Maimane num comunicado.

Por sua vez, o Botswana convocou o embaixador dos Estados Unidos para explicações sobre este "escandaloso caso", tendo o Governo qualificado essas declarações de "altamente irresponsáveis, repreensíveis e racistas".

A Agência das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou igualmente estas declarações de Trump.

 

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