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12 Janeiro de 2018 | 17h24 - Actualizado em 12 Janeiro de 2018 | 18h11

RD Congo: Polícia dispersa com disparos multidão defronte Catedral

Kinshasa - A Polícia congolesa dispersou com disparos nesta sexta-feira, em Kinshasa, uma multidão defronte a Catedral da capital, após de uma missa muito crítica contra o Presidente Joseph Kabila, noticiou a AFP.

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RD Congo: Manifestações recorrentes em Kinshasa contra Joseph Kabila

Foto: EDUARDO SOTERAS

As forças da ordem dispersaram grupos de fiéis que deixavam a catedral “Notre-Dame”, após de uma missa celebrada pelo cardeal Laurent Monsengwo, na presença dos embaixadores ocidentais, em memória das vítimas de uma marcha anti-governamental proibida e dispersada a 31 de Dezembro último.

Um jovem ligeiramente ferido na cara afirmou ter sido atingido pelos disparos e recebeu os primeiros socorros no jardim da catedral.

Muito crítico com o Presidente Kabila, Monnsengwo que é igualmente o arcebispo de Kinshasa, celebrou uma missa assistida pelos embaixadores da Bélgica, França, Canadá, Reino Unido, Países Baixos, uma representante dos Estados Unidos, bem como o secretario do Núncio apostólico.

A mesma decorreu com fervor religioso, mas com ressonância política.

Interrompida por várias vezes, a missa com aplausos, cantos, slogans e apupos, que intercalavam a intervenção dos diferentes membros do clero pelo respeito de um acordo político assinado sob a égide da Igreja católica, prevendo o abandono do poder pelo Presidente Kabila.

"Se perdemos um irmão, uma irmã, ganhamos verdadeiros heróis, porque juntaram o seu sangue ao de todos aqueles que morreram pela alternância no poder, desafio da democracia ", disse durante o seu sermão, o bispo auxiliar, Donatien Bafuidinsoni.

Por várias vezes, os intervenientes recitaram os nomes das seis vítimas mortais durante a dispersão, pelas forças da ordem, das “marchas pacíficas” de 31 de Dezembro, organizadas pelos fiéis católicos próximos da Igreja.

Quinta-feira, a Nunciatura apostólica e a ONU fizeram o balanço dos acontecimentos de 31 de Dezembro passado, fixando em seis o número de mortos, enquanto que as autoridades afirmam não ter-se registado nenhum morto ligado ao episódio.

Assuntos RDCongo  

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