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28 Novembro de 2019 | 17h15 - Actualizado em 28 Novembro de 2019 | 17h15

Sobe para quatro número de socorristas mortos em ataques na RDC

Ituri - A Organização Mundial de Saúde (OMS) actualizou para quatro o número de profissionais de saúde da resposta anti-Ébola mortos na República Democrática do Congo (RDC) em dois ataques armados que deixaram ainda feridos outros cinco trabalhadores.

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Director-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus

Foto: Francisco Miúdo

Entre os mortos estão um membro das equipas de vacinação, dois motoristas e um polícia, adiantou a organização, precisando que não morreram quaisquer elementos do staff da OMS, apenas um elemento ficou ferido.

A maioria dos restantes feridos nos ataques, que ocorreram durante a noite num centro de alojamento em Biakato Mines e no gabinete de coordenação da resposta ao Ébola em Mangina, na província de Ituri (nordeste do país), são do ministério da Saúde da RDC.

"Estamos com o coração destroçado que pessoas tenham morrido no cumprimento do dever enquanto trabalhavam para salvar outros", disse o director-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, citado pela Lusa.

"O mundo perdeu profissionais corajosos", acrescentou

"O meu coração está com a família e amigos dos socorristas mortos nesses ataques", disse, por seu lado, Matshidiso Moeti, directora regional da OMS para África, adiantando que estão a ser desenvolvidos todos os esforços para colocar em segurança os trabalhadores das áreas afectadas.

"Estes ataques constantes devem parar. Continuaremos a trabalhar com o Governo da RDC, os parceiros e a MONUSCO [missão da ONU] para garantir a segurança do nosso pessoal e de outros profissionais de saúde", acrescentou.

A OMS adianta que, na última semana, houve sete casos de Ébola, abaixo de um pico de mais de 120 registado por semana em Abril.

"O Ébola estava a recuar. Estes ataques vão dar-lhe força novamente e mais pessoas vão morrer como consequência," considerou Tedros Adhanom Ghebreyesus.

"Será trágico ver mais sofrimento desnecessário em comunidades que já sofreram tanto. Apelamos a todos que têm um papel a desempenhar para acabarem com este ciclo de violência", acrescentou.

A OMS ressalvou que a situação continua a evoluir e prometeu actualizações sempre que haja novas informações.

Pelo menos 19 civis foram mortos num ataque do grupo armado Forças Democráticas Aliadas (ADF) perto de Beni, leste da República Democrática do Congo, realizado dois dias depois de outro ataque à missão das Nações Unidas no país.

Desde que o exército congolês começou uma operação contra os rebeldes ugandeses, no princípio do mês, as ADF mataram dezenas de pessoas em ataques sucessivos, o que motivou protestos entre os civis que não se sentem seguros e acusam a Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO) de falta de acção.

Assuntos RDCongo  

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