Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » África

12 Junho de 2019 | 11h19 - Actualizado em 12 Junho de 2019 | 11h20

Manifestantes sudaneses interrompem campanha de desobediência civil

Cartum - Os líderes do protesto democrático no Sudão concordaram em interromper a sua campanha de desobediência civil e retomar as negociações com a junta militar, informou o mediador etíope nesta terça-feira (11).

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Mapa do Sudão

Foto: Angop

A notícia do suposto acordo, segundo a AFP, deve ser confirmada pelos militares, numa altura em que um alto diplomata americano preparava-se já para viajar a Cartum com o objectivo de pressionar os generais no poder para que detenham a repressão contra os manifestantes.

"A Aliança para a Liberdade e Mudança acordou interromper a desobediência civil a partir de hoje", anunciou Mahmud Drir, mediador desde que o primeiro-ministro do seu país, Abiy Ahmed, viajou para o Sudão na semana passada.

Acrescentou que "ambas as partes também acordaram retomar logo as discussões" sobre a transferência do poder para uma administração civil.

O mediador etíope explicou que "em um gesto de boa vontade" os militares aceitaram "libertar todos os presos políticos".

Na noite desta terça-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou firmemente a violência no Sudão e pediu à Junta Militar e ao movimento de protesto que trabalhem juntos para encontrar uma solução para a crise.

Os protestos no Sudão começaram em Dezembro, quando o preço do pão triplicou e, na sequência, evoluiu para um movimento político.

Após a destituição do presidente Omar Al-Bashir por parte dos militares em 11 de Abril, milhares de manifestantes que estavam acampados em frente ao quartel-general do Exército recusaram-se a deixar o local, passando a exigir a transferência de poder para os civis.

Desde 3 de Junho, a repressão no Sudão deixou 118 mortos e mais de 500 feridos, segundo indica o Comité de Médicos, ligado ao movimento.

Assuntos Manifestações   Sudão  

Leia também