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14 Junho de 2019 | 17h08 - Actualizado em 14 Junho de 2019 | 17h07

Tanzânia impõe taxa sobre as perucas

Dodoma - O ministro das Finanças da Tanzânia, Philip Mpango, anunciou uma taxa de 25% sobre todas as perucas e extensões de cabelo importadas e uma taxa de 10% sobre as fabricadas no país com o objectivo de gerar receitas.

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Bandeira da Tanzânia

Foto: Divulgação

Philip Mpango anunciou quinta-feira estas medidas que devem entrar em vigor no início do próximo mês, no quadro da sua declaração orçamentária anual.

As perucas, cuja maioria vem do estrangeiro, são frequentemente usadas pelas mulheres neste país da África do leste.

A peruca mais barata custa actualmente cerca de quatro dólares, mas os preços podem subir até 130 dólares.

Segundo alguns analistas em consumo, a Tanzânia vai recolher uma quantia razoavelmente consistente graças a esta taxa sobre as perucas e extensões.

Trata-se realmente de um mercado que é afectado pela crise e que atrai todos os dias um grande número de mulheres e jovens.

Segundo a Euromonitor International, as mulheres africanas gastam cerca de seis mil milhões por ano em cabelos secos (tissagens, perucas e extensões).

A África do Sul, a Nigéria e os Camarões gastam 1,1 mil milhões em produtos para tratamento do cabelo.

Os outros países africanos “não ficam atrás”, como mostra o número cada vez mais elevado de produtores de cabelos secos em África.

O ministro tanzaniano rescindiu igualmente a isenção da taxa sobre o valor acrescido aplicado aos produtos higiénicos.

Nas redes sociais da Tanzânia, sobretudo em muitos grupos do WhatsApp, as mulheres começaram a reclamar destas novas medidas, acusando o Governo de tentar prejudicá-las.

Entre os outros aumentos dos impostos integram a taxa de 35% sobre o chocolate e biscoitos, anteriormente taxada em 25%.

Assuntos Tanzânia  

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