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03 Julho de 2019 | 21h59 - Actualizado em 03 Julho de 2019 | 22h05

África do Sul: Companhia aérea estatal em queda livre

Johanesburgo - A companhia aérea sul-africana vai de mal a pior, fruto do alto índice de corrupção que vem afectando o país há mais de uma década.

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Por Raquel Betlehem/Angop

A  South Africa Airways (SAA) vive uma precária situação financeira nos últimos 12 anos e, apesar das várias intervenções feitas, continua a somar perdas substanciais.


Esta informação foi prestada ao Parlamento sul-africano pelo ministro das Empresas Públicas, alertando que se os implicados não forem levados à justiça, o país corre o risco de perder a companhia de bandeira.

Pravin Gordhan descreveu ao detalhe as cinco principais razões das constantes perdas da SAA, e a sua incapacidade de cobrir as suas despesas como empresa estatal.

Gordhan, que já exerceu o cargo de ministro das Finanças durante a administração Zuma, destaca a Captura do Estado, a elevada dívida, os custos, a frota e a “fita vermelha” que envolve a companhia, como barreiras a ultrapassar para o bem do país.

A Captura do Estado e a má gestão jogaram o principal papel no historial da SAA, que no passado foi parte do “Top 5” das companhias aéreas do continente africano.

"Houve inúmeras tentativas para se mudar o curso dos acontecimentos e voltar a colocar a South Africa Airways no caminho certo, mas essas intenções nunca foram materializadas", sublinhou.

O ex-presidente do Conselho de Administração da SAA, Vuyani Jarana, demitiu-se no início de Junho último, após gestão de ano e meio à frente da companhia.

Na sua carta de demissão, Vuyani falava da incerteza dos fundos, como consegui-los e das lentas decisões que tornaram todo o "dossier de recuperação  da SAA e toda a estratégia montada para o efeito, ainda mais lentos".

Vuyani Jarana descreveu a falta de vontade que “é notória à vista desarmada e que foi beneficiando alguns, em detrimento dos objectivos da companhia e do povo”.

Entretanto, o actual Conselho de Administração é dirigido interinamente por Zukisa Ramasia, que já recebeu duras críticas da Associação dos Pilotos Sul- Africanos e restantes quadros, que colocaram uma vez mais em causa a capacidade da nova PCA.
 

Assuntos África do Sul  

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