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01 Julho de 2019 | 12h00 - Actualizado em 01 Julho de 2019 | 11h59

Polícia usa gás contra manifestantes que convocam protesto até o palácio presidencial

Cartum - A Polícia sudanesa usou gás lacrimogéneo domingo contra dezenas de milhares de manifestantes mobilizados em Cartum a caminhar até o palácio presidencial, acusa a Aliança para a Liberdade e a Mudança (ALC), segundo a agência AFP.

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Em três bairros de Cartum, Bari, Arkaweit e Al Mamura, a polícia usou gás lacrimogéneo contra os militantes que gritavam "Poder Civil", afirmaram testemunhas.

As forças de segurança também reprimiram os manifestantes na cidade de Gadaref, leste do país.                       

                                                                

Os opositores multiplicaram os protestos neste domingo em diversas cidades, incluindo Cartum, enquanto no exterior são reforçados os pedidos de prudência para evitar um novo massacre como o do início do mês.

A manifestação deste domingo foi a maior desde 3 de Junho, quando os militares dispersaram um acampamento diante do quartel-general do exército, com um balanço de dezenas de mortos.

A Aliança para a Liberdade e a Mudança (ALC), que lidera os protestos, convocou uma grande manifestação para exigir uma transferência de poder aos civis.

"Convocamos nosso povo revolucionário na capital para que siga até o palácio para exigir justiça para os mártires e que o poder seja entregue de imediato aos civis, sem condições", afirmou a Associação de Profissionais Sudaneses (SPA), que integra a ALC.

A marca do "milhão" poderia ser um teste para comprovar a capacidade de mobilização dos organizadores do movimento. Mas também para o Conselho Militar de Transição, que comanda o país desde que o exército destituiu e prendeu em 11 de Abril o presidente Omar el-Bechir.

As autoridades bloqueiam há várias semanas a internet, uma ferramenta estratégica para mobilizar os manifestantes desde o início do inédito movimento de protesto no Sudão, em 19 de Dezembro de 2018.

Assuntos Manifestações  

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