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02 Setembro de 2019 | 18h04 - Actualizado em 02 Setembro de 2019 | 18h08

Cabo Verde promete combater entrada clandestina de munições

Praia - O ministro da Administração Interna cabo-verdiano, Paulo Rocha, disse hoje (2) que o Governo está a fazer uma "aposta forte" para combater a entrada clandestina de munições no país e, dessa forma, diminuir os crimes com arma de fogo.

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"Nós estamos muito fortes em matéria de apreensão e recuperação de armas. Fizemos uma aposta forte no que tem que ver com a entrada clandestina de munições em Cabo Verde, onde deve ser o nosso foco", disse o ministro.

Paulo Rocha, que falava à imprensa, na cidade da Praia, no final de cerimónia de empossamento de novos dirigentes da Polícia Nacional (PN), mostrou-se preocupado com os crimes no país com arma de fogo e disse que são feitas apreensões de armas e munições diariamente.

Nos últimos dois meses têm acontecido vários casos envolvendo arma de fogo, nomeadamente o ataque ao presidente da Câmara Municipal da Praia, Óscar Santos, o assalto a uma casa por parte de quatro militares e um homicídio, todos na cidade da Praia.

Na Calheta de São Miguel, interior da ilha de Santiago, aconteceu a detenção de um indivíduo suspeito de agressão a tiro contra agentes da PN e civis e a apreensão de uma arma de fogo.

O ministro disse que a aposta tem sido a aquisição de scaners para pequenas encomendas que trazem de forma dissimulada munições, e que estão neste momento a serem instalado na Praia, São Vicente, Brava, Sal e Boavista.

"Por outro lado, reforçamos as acções no terreno, visando a apreensão de armas que circulam. Todos os dias a Polícia Nacional faz apreensões", adiantou o governante.

Sem avançar dados, Paulo Rocha salientou ainda que houve uma "redução substancial" de ocorrências envolvendo jovens nas vias públicas e com armas de fabrico artesanal, mas sublinhou a "crescente complexidade e gravidade dos crimes".

Além disso, têm existido muitas outras ocorrências, envolvendo armas brancas (facas) e também com apreensão de droga um pouco por todo o país.

Paulo Rocha referiu que este tipo de ocorrências vai existir sempre, particularmente durante o verão, que é uma época alta, com muitas actividades, muita circulação e aglomeração de pessoas.

"Para isso, a PN também desenvolve um plano de patrulhamento especial, não quer dizer que nós não registemos com preocupação, o importante é estarmos cientes e capaz de reagir sempre com mais e melhores condições", frisou o ministro.

Sobre as alterações nos órgãos dirigentes da Polícia Nacional, o titular da pasta da Administração Interna disse que a direcção, a gestão e os comandos passam por uma "avaliação permanente" e que a mudança das liderança e renovação é algo normal e pacífico dentro da corporação policial.

De todas as alterações, destaque para Alcides Tavares, que deixa a ilha do Sal, a mais turística do país, para ser o comandante da PN na Praia, o maior centro urbano do arquipélago e onde se regista o maior número de ocorrências, com jurisdição ainda sobre a ilha do Maio.

O ministro explicou que a mudança deve-se ao facto de o subintendente da PN ter tido "um bom desempenho" no Sal, mas também por já ter trabalhado muitos anos na Praia e por conhecer a realidade da capital do país.

Eugénio Fernandes é o novo director-adjunto para a Área de Planeamento, Orçamento e Gestão e Renato Fernandes passa a ser o director-adjunto para a Área Operativa, em substituição respectivamente de Tito Ramos e Daniel de Pina, que foram para a reforma.

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