Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » África

29 Junho de 2020 | 18h27 - Actualizado em 29 Junho de 2020 | 18h06

Líderes de países do G5-Sahel vão reunir-se na Mauritânia

Nouakchott - Os chefes de Estado dos países do G5-Sahel -- Mauritânia, Mali, Níger, Chade e Burkina Faso -- reúnem-se na terça-feira na capital mauritana, Nouakchott, para debater a situação na região, que tem sido fortemente afectada pela violência armada nos últimos anos.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Mapa da Mauritânia

Foto: Divulgação

A aliança, que nasceu com objectivos antiterroristas, tem tido problemas financeiros desde a sua criação, tendo estes sido agravados pela pandemia de covid-19, acompanhando os efeitos que esta teve na economia regional e mundial.

Na qualidade de presidente rotativo da coligação, o Presidente da Mauritânia, Mohamed uld Ghazouani, dará as boas-vindas aos homólogos do G5-Sahel, ao presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, assim como ao Presidente francês, Emmanuel Macron, e ao primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.

A cimeira pretende analisar o progresso dos compromissos assumidos durante a Cimeira de Pau, realizada em Janeiro, entre as quais se destaca a criação de uma coligação para o Sahel.

Esta coligação para o Sahel -- cujo lançamento estava marcado para Abril, afectado pela pandemia de covid-19 -- previa que se juntassem cerca de 40 participantes, principalmente países de África, Europa e organizações internacionais.

Após a realização do encontro presencial, em Nouakchott, será realizada uma videoconferência na qual deverão participar governantes ou responsáveis alemães, italianos, da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Conselho Europeu.

O objectivo da coligação passa por reunir todas as iniciativas internacionais de apoio ao Sahel para tornar mais eficazes os quatro pilares definidos: a luta contra o terrorismo, o reforço das forças armadas nacionais, o apoio ao desenvolvimento e o destacamento do Estado onde este não chega, no caso do Mali.

Ainda assim, não têm sido observados desenvolvimentos no terreno, enquanto grupos armados -- como a Al-Qaeda, Estado Islâmico e aliados locais -- têm continuado activos contra forças internacionais, exércitos locais e populações civis.

Ao mesmo tempo, estes grupos armados estão a utilizar conflitos étnicos estruturais para promoverem conflitos entre as comunidades, de forma a prejudicar a autoridade do Estado.

A região conta com uma força conjunta do G5-Sahel - composta por militares de Mali, Burkina Faso, Níger, Chade e Mauritânia -, mas a sua eficácia tem sido afectada pela falta de meios militares e financeiros.

No pilar do desenvolvimento, os 40 projectos transfronteiriços seleccionados para o triénio 2019-2021 no "Programa de Investimento Prioritário (PIP/G5-Sahel)" continuam limitados por um atraso na distribuição dos fundos. De acordo com a agência Efe, dos 2.000 milhões de euros prometidos, foram apenas desembolsados 249 milhões, cerca de 12%.

De acordo com a mesma fonte, os observadores em Nouakchott acreditam que o Presidente mauritano irá utilizar a cimeira para pedir, mais uma vez, o cancelamento da dívida de África, de forma a lidar com as consequências mais destrutivas da pandemia.

Segundo a ONU, mais de 4.000 pessoas foram mortas em ataques terroristas em 2019 no Mali, Burkina Faso e Níger, tendo o número de pessoas deslocadas aumentado 10 vezes, ficando próximo de um milhão.

Assuntos Mauritânia  

Leia também