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09 Março de 2018 | 17h09 - Actualizado em 09 Março de 2018 | 17h03

Ministra considera estável ambiente em Angola

Luanda - A ministra do Ambiente, Paula Coelho, considerou Angola um país estável em termos ambientais, pelo facto de não haver níveis altos de emissão de gases poluentes.

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Imagem de um dos espaços de Angola com aparente saúde ambiental (foto arquivo)

Foto: Cortesia

As razões deste equilíbrio, segundo a ministra, tem a ver com os índices muito baixos de industrialização.

Paulo Coelho, destaque numa entrevista na edição de hoje do matutino Jornal de Angola, realçou que, apesar de o país estar em vias de desenvolvimento, “não somos aquilo que se pode considerar um Estado potencialmente poluidor”.

No entanto, alertou existirem factores ambientais críticos como o deficiente saneamento, a gestão dos resíduos naturais, a seca e desertificação.

“Nesta perspectiva, o conceito de estabilidade é relativo, se tivermos em conta o nível de desenvolvimento que se pretende. Ao desenvolver o país na proporção que almejamos, iremos, impreterivelmente, interferir no equilíbrio do ecossistema” - disse.

Para si, o crescimento económico que Angola pretende alcançar passa pela exploração de recursos naturais, o que obriga a tomar medidas preventivas, para atenuar os impactos negativos sobre o ambiente.

Estas medidas implicam a criação de diplomas legais, para regular a utilização dos recursos existentes, a fiscalização e monitorização dos processos produtivos, a educação ambiental e a criação de infraestruturas com utilização de tecnologias verdes.

Questionada sobre os efeitos negativos da exploração petrolífera, em particular sobre os recursos marinhos, disse que, apesar de a indústria petrolífera em Angola representar um factor preponderante da sua economia, isso não invalida a observância de normas que regulem os processos de produção.

“Neste contexto, o sector é controlado por directrizes específicas, quer sejam nacionais quer sejam internacionais, para reduzir ao máximo os impactos inerentes à actividade de exploração petrolífera no país” - frisou.

O abate indiscriminado das tartarugas marinhas foi outra das questões apresentadas à ministra, que enumerou medidas levadas a cabo pelo Ministério do Ambiente, associadas à Polícia Nacional, com destaque às coercivas sobre os que são detectados a capturar ou comercializar esta espécie em risco de extinção.

Afirmou que a problemática das tartarugas marinhas reside mais no contexto da ocupação das áreas de desova, do que propriamente no seu abate.

Durante a entrevista, a titular do ambiente abordou as alterações climáticas, reprovando a preocupação deste assunto apenas quando o grau de poluição do ar ou a falta do equilíbrio do ecossistema são elevadas.

“Devemos basear as nossas acções na identificação das causas, para, posteriormente, atacarmos os efeitos, que são visíveis em todo o
mundo”, sublinhou.
 
Em relação às políticas que estão a ser traçadas para a capital do país no sentido de ser uma cidade mais ecológica possível, referiu que passa pela redução do consumo de energia gerada à base de combustíveis fósseis, gestão integrada e valorização dos resíduos, assim como o controlo da mobilidade urbana, com utilização de veículos “amigos do ambiente”.

“Teríamos também de aumentar os níveis de arborização e espaços verdes, optar por construções de baixo impacto ecológico, garantir baixo teor de poluição das águas e assegurar o seu abastecimento com qualidade, além de saneamento adequado às exigências” - enunciou.

Neste contexto, referiu que se pode dizer que a província de Luanda foi crescendo sem um ordenamento eficaz, o que impossibilita o cumprimento das directrizes urbanísticas.

A Estratégia Nacional da Biodiversidade engloba a protecção e conservação da Biodiversidade Urbana, através da plantação de arvores, reflorestação, protecção e mapeamento das zonas húmidas e outros.

Na óptica de Paula Coelho é relevante analisar que Luanda tem características próprias, adquiridas ao longo dos anos. Foi projectada para 500 mil habitantes, mas conta com cerca de sete milhões, como resultado do êxodo rural e de assentamentos desorganizados, na sua maioria.

Reafirmou que a educação contínua, através do qual o cidadão pode ser moldado e impelido a mudar de comportamento deve ser um dos principais vectores de gestão ambiental.

Assuntos Ambiente   Poluição  

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