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15 Maio de 2018 | 16h36 - Actualizado em 16 Maio de 2018 | 15h20

Recomendada descentralização da gestão do Parque Nacional do Iona

Luanda - O director do Instituto Nacional de Biodiversidade e Áreas de Conservação, Aristófanes Fontes, recomenda a descentralização da gestão o projecto de Conservação do Parque Nacional do Iona, no Namibe, de modo a se delegar autoridade para aprovação de contratos à coordenação do mesmo.

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Animal no Parque Nacional do IONA

Foto: Angop

Aristófenes Fontes, Director do Instituto Nacional da Biodiversidade para de Conservação

Foto: Alberto Juliao

Falando hoje (terça-feira), em Luanda, durante  o acto de encerramento do "Projecto Nacional de Biodiversidade: Conservação do Parque Nacional do Iona", o responsável aconselhou a realização de um levantamento de recursos para a implementação do Plano de Gestão do Parque do Iona.

"Os projectos devem ser adaptados às circunstâncias locais, assim como deveriam ser descentralizados, delegando autoridade para aprovação de contratos à coordenação do projecto, de maneira a evitarem-se atrasos", disse.

Aristófanes Fontes apontou a necessidade de investimentos na educação ambiental, engajamento dos parceiros, desenvolvimento do turismo comunitário e comunicação em áreas de conservação onde existam comunidades no seu interior ou em áreas adjacentes.

"Os recursos devem ser levantados para a implementação do Plano de Gestão do Parque do Iona investir na fiscalização e medidas para atrair as comunidades para as áreas menos sensíveis e repeli-las das áreas mais sensíveis", realçou.

A conservação de um ecossistema único, a estabilização da fauna nativa, desenvolvimento de uma estratégia de turismo comunitário, infra-estrutura básica reabilitada e/ou construída, equipa do parque formada e equipada, intercâmbio com a Namíbia e o envolvimento das comunidades na gestão do parque são alguns dos pontos fortes do projecto.

Comparativamente a estes, foram apresentados os pontos fracos, nomeadamente projecto com um conceito e objetivos demasiado ambiciosos, estrutura de tomada de decisão complexa, atrasos significativos na implementação, crise financeira enfrentada pelo país comprometendo alguns ganhos alcançados pelo projecto e o fraco desenvolvimento do turismo a nível nacional (ex. política de vistos), que limita perspectivas de contribuição financeira do turismo para o parque.

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