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07 Novembro de 2019 | 14h55 - Actualizado em 07 Novembro de 2019 | 14h55

Angola propõe sítios para património natural da Unesco

Luanda - Um workshop de consulta as instituições e técnicos, para elaboração da lista proposta dos sítios para inscrição como património natural de Angola na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), foi realizado hoje (quinta-feira), em Luanda, pelo Ministério do Ambiente.

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Nascimento António - Director Nacional da Biodiversidade

Foto: Gaspar dos Santos

Falando na abertura do evento, em representação da ministra do Ambiente, Paula Francisco Coelho, o consultor do ministério Soki Kuedikuenda, ressaltou que fazem parte da lista proposta para este processo cinco sítios: os parques nacionais da Cangandala, do Iona, do Luengue-Luiana, o lago do Arco, e todas as nascentes da bacia do Okavango Zambeze até ao Kwanza.

Referiu que a inclusão de um sítio na também conhecida lista tentativa, apresenta várias vantagens, com destaque para o facto de ser conhecido a nível internacional e beneficiar de programas de apoio a preservação.

Explicou que o Ministério do Ambiente, no âmbito da elaboração das políticas de conservação da natureza e gestão sustentável dos recursos naturais, bem como na implementação da convenção sobre o património natural mundial, identificou alguns sítios naturais do país que pretende submeter a Unesco, para a sua inclusão na lista do património mundial.

“Este workshop que tem como objectivo iniciar o processo da inscrição do património natural a Unesco, e os diferentes sítios propostos para esta inclusão deixarão de ser algo exclusivos do país”, acrescentou.

Por sua vez, o director Nacional da Biodiversidade, Nascimento António, disse o país vai começar esse processo de inscrição destes sítios por considerar terem valor universal.

Justificou a escolha do parque nacional da Cangandala por albergar a Palanca Negra Gigante, o parque nacional do Iona por albergar a Welwitschia Mirabilis, e por ser o deserto mais antigo do mundo, assim como todas as nascente da bacia do Okavango Zambeze até ao Kwanza, chamadas de torre de água no Moxico.

Referiu que para se alcançar os objectivos pretendidos vão buscar experiência técnica do Ministério da Cultura, por ter conseguido a designação de Mbanza Kongo como património cultural da humanidade.

Assuntos Ambiente  

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