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31 Maio de 2017 | 17h29 - Actualizado em 13 Junho de 2017 | 08h39

Unidades fabris recuperadas

Luanda - As fábricas têxteis recuperadas são três e estão implantadas nas províncias de Luanda, Benguela e Cuanza Norte.

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Equipamento de tecelagem na Satec

Foto: Moisés Francisco

Nova fábrica da Satec

A Satec, instalada em 1967 na vila do Dondo, município de Cambambe, província do Cuanza Norte, já foi uma das unidades mais importantes do sector têxtil do país, mas a falta de manutenção dos equipamentos e de investimentos de monta provocou a sua paralisação há mais de 20 anos.

A empresa, de origem italiana, foi instalada em Angola em 1967 e empregava mais de 1.200 trabalhadores.

O processo de reabilitação e modernização começou em 2013, com um investimento de 420 milhões de dólares norte-americanos, numa iniciativa do Ministério da Indústria, com o financiamento do Japão, igualmente responsável pelo fornecimento da maquinaria das três unidades fabris do país.

Concluída a reabilitação e modernização, a Satec começa por produzir tecidos a partir de Junho próximo, e isso constitui motivo de satisfação para a população local e o Governo que sempre acreditaram na viabilidade económica do projecto.

Alexandre Neto, director interino da Satec, um dos gestores que acompanham de perto o processo, diz à reportagem da Angop que todos os testes foram já efectuados.

Apenas se aguarda pela inauguração, enquanto decorre o processo da celebração dos contratos entre o Governo angolano e a empresa vencedora do concurso de concessão para a exploração da mesma, no âmbito de uma parceria público-privada.

Neste sentido, o director interino prevê o mês de Junho como a data indicativa para o seu funcionamento e esclarece que os primeiros contactos entre a futura gestão e os trabalhadores ocorreram em Março último.

Registe-se que, após a conclusão das obras e instalação dos equipamentos, foram formados os primeiros 748 futuros operários do empreendimento, 600 dos quais a serem integrados na primeira fase, dos mil e 600 trabalhadores que vão integrar a mão-de-obra da fábrica, quando atingir a sua capacidade máxima de exploração.

A unidade fabril está instalada numa área de 88 mil metros quadrados, subdividida em duas naves -  para a produção de tecidos em malha e  do tipo ganga.

O empreendimento, cujas obras tiveram início em 2013, foi concluído em Dezembro último e está dotado de uma capacidade para produzir 180 mil t-shirts e 150 mil camisolas do tipo lacôste/mês.

A unidade fabril, completamente equipada com tecnologia de ponta e que teve a edificação a cargo da empresa japonesa Marubeni, tem ainda a capacidade para produzir 480 mil metros/mês de tecido de ganga, com um consumo anual de seis mil e 300 toneladas de algodão, inicialmente a ser importada da Grécia e na Índia, enquanto se aguarda pela produção nacional.

Contempla, entre outros componentes, o sistema de captação subterrânea e tratamento de água, para satisfazer as necessidades da empresa, no período do baixo caudal do rio Kwanza. 

A nova fábrica da Satec surge em substituição da anterior, que se encontrava inactiva há mais de duas décadas, devido ao estado obsoleto do seu equipamento, instalado nos anos 70.

Nova Textang II em Luanda

Com uma imagem totalmente nova, a Nova Textang II nasce após seis anos de reabilitação. Duzentos e 35 milhões foram investidos na construção e equipamento pela empresa japonesa Marubeni, que contou também com a parceria de outras da Suíça e da Alemanha.

Localizada no município de Cacuaco, e com uma capacidade de produção anual de nove milhões de metros de tecido, a Nova Textang II servirá para satisfazer boa parte das necessidades de instituições estatais, entre as quais os Ministérios da Saúde e da Educação, que poderão deixar de importar batas e outros produtos.

Além das necessidades internas, a fábrica foi desenhada com foco nas exportações, que incluirá países vizinhos da SADC, mas o interesse, nesta primeira fase, é de satisfazer a procura nacional, deixando para a segunda fase o plano para exportações.

A unidade fabril conta com uma linha para fazer os chamados “panos do Congo” de alta qualidade, cujo excedente terá como destino a exportação.

Com uma área total de 100 mil metros quadrados, dos quais 70 mil de área construída, a Nova Textang II substitui, deste modo, a antiga Textang II, que esteve paralisada em várias fases, cuja última aconteceu em 2000.

Mais de 800 trabalhadores poderão assegurar o normal funcionamento da fábrica.

Alassola em Benguela

Depois de 18 anos de paralisação, a África Têxtil, agora com o nome de Alassola, na província de Benguela, voltou a funcionar em Dezembro último, em regime experimental, com o fabrico de lençóis, toalhas e cobertores.

Localizada no bairro da Fronteira, zona industrial do município de Benguela, a ex-África Têxtil nasceu na década de 80. Na época, era um dos maiores investimentos do Estado neste sector.

Devido à situação de conflitos que o país viveu, a fábrica declarou falência e ficou paralisada muitos anos, mas o programa de reabilitação, ampliação e modernização da indústria têxtil fez renascer a considerada maior fábrica têxtil de Angola.

Com maquinaria de ponta, a gestão da África Têxtil é detida pela empresa Alassola, que promete fazer da marca uma referência na produção de enxoval para o lar e para o sector hoteleiro.

O destaque recai para os lençóis de cama, com uma produção de um milhão e 800 peças, 12 milhões de toalhas e 120 mil peças de cobertores/ano.

O empreendimento comporta outras produções, desde fiação, tecelagem, acabamentos e confecções. E as projecções apontam para uma capacidade de responder às necessidades e às exigências do mercado, no que se refere à qualidade dos produtos.

Com a Alassola em plena actividade, espera-se por maiores facilidades no dia-a-dia de costureiras, alfaiates, modistas, estilistas, ou seja, haverá, seguramente, impacto na indústria de vestuários que vive a 100 porcento de importações.

Quando atingir o máximo da capacidade instalada, a antiga África Têxtil vai criar mil e 200 postos de trabalho.

Assuntos Economia  

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