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09 Junho de 2017 | 19h06 - Actualizado em 09 Junho de 2017 | 19h08

Produção de ouro na Huíla começa no próximo ano

Lubango - O início da produção de ouro na província da Huíla, a partir de 2018, poderá marcar o ponto de partida para relançar a exploração do seu vasto potencial em recursos geológicos e minerais, actualmente limitado à extracção de rochas ornamentais e de água mineral.

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Francisco Queiros, Ministro da Geologia e Minas

Foto: Lucas Neto

(Por José Krithinas)

Dados do Plano Nacional de Geologia (PLANAGEO) indicam que a Huíla detém também um potencial integrado por ferro, cobre, manganês, potássio, diamante, cobre, zircão e magnésio, quartzo e ametista, entre outros, que, poderão, quando explorados, alavancar a economia da região e do país.

É nesta perspectiva que o Executivo, através do Ministério da Geologia e Minas, investiu no PLANAGEO, que permitiu, nesta província, o levantamento e localização de jazidas do minério (ouro) nos municípios de Chipindo, localidade do Bambi, e da Jamba, no Limpopo.

De momento, ainda decorrem trabalhos de prospecção, mas dados preliminares indicam que a mina do Limpopo está com condições mais avançadas para o início da exploração efectiva, dentro de menos de dois anos, cujos custos se situam em 288 milhões de dólares americanos.

Este processo deve culminar com a construção de infra-estruturas e a montagem de equipamentos nas minas, no que resta deste ano, para arrancar com a produção em 2018, devendo gerar acima de 250 empregos directos.

Limpopo será a primeira exploração de ouro no país, no pós- independência. A extracção do mineral será feita numa concessão de 1.930 quilómetros quadrados. As previsões apontam, na primeira fase, para a geração de 25 milhões de dólares, anualmente. Para a fase inicial, está prevista a extracção anual de 780 mil toneladas, do que resultará a produção de 22 mil e 218 onças.

Com a implementação do Programa de Diversificação da Indústria Mineira, o Executivo tem estado a traçar e a implementar medidas para alargar e acelerar o aproveitamento dos recursos minerais, não petrolíferos.

Numa primeira fase, a exploração de ouro criará mais de 250 postos de trabalho, sendo que a maior parte será ocupada por pessoal local, prioritariamente, que vai receber formação específica na escola mineira da Jamba.

Com a abertura do processo, o governo construiu na sede capital da Jamba uma escola específica para exploração de minérios, onde centenas de jovens foram formados em várias especialidades.

A exploração de ouro nos dois municípios vai ainda diversificar as fontes de angariação de receitas para a Conta Única do Tesouro, permitindo assim ao governo implementar programas de desenvolvimento para a região, em particular, e para o país.

Em particular, o município da Jamba transformar-se-á numa área mineira típica, depois da exploração de ferro, oferecendo aos residentes oportunidades de participar do seu crescimento, engrossando o processo de diversificação e para a saída da crise financeira vigente no país.

Com a produção do ouro, serão reabilitadas as vias de comunicação entre a sede municipal e as áreas de exploração, assim como a construção de infra-estruturas sociais e económicas que servirão, não só para apoiar o processo, também a população.

Neste sentido, foi já reabilitado o aeródromo da Jamba, estradas, residências para o pessoal, escola mineira e laboratórios, o que vai atraindo cidadãos nacionais e estrangeiros interessados em investir e residir no município.    

O arranque do projecto está a ser aguardado com expectativa pelas autoridades e a população destes municípios, situados entre 315 e 456 quilómetros a leste da cidade do Lubango, província da Huíla.

O processo vai revitalizar os corredores Jamba-Matala-Quipungo-Lubango e do Namibe, bem como Chipindo-Caconda-Caluquembe-Cacula-Lubango até ao Namibe, com geração de receitas e novo ritmo ao desenvolvimento sócio-económico da região..

Produção de ferro tem início em 2018

Com uma meta de produção de 1.8 milhões de toneladas de ferro no primeiro ano, a produção de ferro tem igualmente início no próximo ano, no quadro do Projecto Mineiro-Siderúrgico de Cassinga (PMSC).

Trata-se da reactivação daquela exploração mineira, iniciada pelo Executivo em 2010 e que está a cargo da Empresa Nacional de Ferro de Angola (Ferrangol).

Na empreitada, a Ferrangol deverá estabelecer parcerias com investidores nacionais e internacionais, privados, para a exploração de minas de Kassinga Norte e Sul.

Mais de seis mil e 217 cidadãos serão empregados no projecto, sendo que 800 na extracção do minério, 750 na exploração de carvão, mil e 650 em plantações, 596 na siderurgia, mil e 146 no Caminho de Ferro de Moçâmedes e 717 na área administrativa.

Outros 184 serão destacados na localidade do Sacomar, Namibe, 286 no Tchamutete e 88 na empresa que centralizará o projecto.

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