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24 Maio de 2019 | 13h37 - Actualizado em 24 Maio de 2019 | 18h28

Desporto em África requer mudança de mentalidade

Huambo - O desporto em África necessita de uma mudança de mentalidade dos seus dirigentes, para entrar na rota do desenvolvimento e atingir o mesmo nível competitivo e organizativo de outros continentes.

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Jogos africanos

Foto: Fotos Cedidas

A opinião foi manifestada hoje, sexta-feira, na cidade do Huambo, pelo docente universitário e ex-futebolista José Muluse Abraão, em declarações à ANGOP, a propósito do Dia de África, a assinalar-se sábado.

Apesar de serem notórios avanços em alguns paises do continente, Muluse considera indispensável que os dirigntes desportivos, quer nas federações nacionais, quer nas confederações continentais, abandonem certos comportamentos que favorecem a desorganização estrutural.

Esta mudança de mentalidade dos dirigentes, explicou, vai permitir combater situações extra-jogos perpetradas com propósito de diminuir o rendimento dos adversários, tanto em provas de clubes ou de selecções.

Para o também director-geral do Petro do Huambo, África ainda confronta-se com factos tristes que mancham o desporto e envergonham os próprios africanos, referindo-se, entre eles, à corrupção de árbitros e equipas adversárias.

Outro aspecto mau que impede o desenvolvimento do desporto em África, segundo José Muluse Abraão, é a falta de ética, de verdade e promoção dos valores que emanam do desporto, fazendo com que as competições entre clubes ou selecções sejam encaradas como uma guerra.

Diante desta situação, o ex-internacional considera imprescindível haver vontade de todos os intervenientes no processo desportivo, de forma a ultrapassar-se, a curto ou médio prazo, a crise reinante no desporto praticado dentro do continente berço da Humanidade.

“O desporto africano vive, actualmente, uma ambiguidade, decorrente de termos bons praticantes, como no caso do futebol e basquetebol em que muitos jogam em equipas de top mundial, mas as selecções continuam a ter fracos desempenhos nos campeonatos do mundo”, disse.

Realçou que os dirigentes desportivos africanos, mesmo depois de formados, continuam com uma mentalidade que nega a dimensão moral, que facilita a confusão e desordem, pois utilizam o conhecimento que possuem para usufruto pessoal.

José Abraão Mulusi, que já foi vice-presidente do Petro do Huambo, representou, entre meados da decada 1980 e finais da decada de 1990, o Petro e Benfica, ambos do Huambo, o Progresso do Sambizanga e selecções de honras, de sub-20 e sub-23.

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