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19 Agosto de 2019 | 19h38 - Actualizado em 19 Agosto de 2019 | 19h40

Basquetebol/Mundial2006: Angola obtém melhor classificação

Luanda - O desempenho da selecção nacional sénior masculina de basquetebol no mundial de 2006, no Japão, consubstanciado em três vitórias e igual número de derrotas em seis jogos, resultou na 9ª posição (entre 24 participantes), até então, melhor classificação de Angola em provas do género.

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Torneio de apuramento ao mundial da China2019

Foto: Gaspar Santos

Por Valentim de Carvalho

Na sua quinta participação, a campanha dos angolanos só não foi ainda melhor devido ao “carrasco” alemão Dirk Nowitzki, na altura “estrela” do Dallas Mavericks da NBA, que no célebre "desafio dos prolongamentos" superou Olímpio Cipriano, por um lado, e o conjunto nacional, de forma geral.

Rivalizando com um dos maiores lançadores da história da modalidade, o estreante Cipriano assumiu as “rédeas” e levou a partida a três prolongamentos, tendo assumido a recta final nos 40 minutos regulamentares (69-69), e nos seguintes dois tempos de cinco minutos adicionais (14-14) e (12-12), mas no terceiro tempo extra (8-13) os seus esforços, e do colectivo, foram insuficientes para evitar a eficácia do alemão e consequente derrota (103-108).

Destemido e certeiro nas execuções, com seis triplos convertidos em 12 tentados, Olímpio inscreveu seu nome e reforçou o do país na história da modalidade ao anotar 33 pontos, 5 ressaltos e 3 assistências, num jogo em que foi coadjuvado por Eduardo Mingas (22 pontos, 5 ressaltos), Kikas Gomes (21 pontos, 11 ressaltos) e Milton Barros (15 pontos).

A “esperança” de Angola terminou a escassos segundos do fim, quando em desvantagem de dois pontos (103-105) pressionava para ter posse de bola e converter um triplo, ou no mínimo fazer dois pontos para voltar a igualar, mas Nowitzki concretizou um triplo, fixando o placar em 103-108. O alemão marcou 47 pontos, capturou 16 ressaltos e distribuiu 4 assistências, impondo a segunda derrota a selecção nacional na fase de grupos, após ter perdido, na véspera, para a Espanha (83-93).

A decisão da FIBA em retornar a 24 concorrentes (tivera reduzido para 16 em 1986, na Espanha) acabou por ser benéfica, entre outras equipas, para o conjunto nacional, pois deu a possibilidade de realizar mais partidas na etapa inicial, onde a equipa orientada tecnicamente pelo estreante Alberto de Carvalho “Ginguba” venceu de forma convincente, e de algum modo surpreendente, as primeiras três das cinco partidas, garantindo muito cedo presença nos oitavos-de-final.

Integrada no grupo B, sediado na cidade de Hiroshima, a formação angolana começou por superar o Panamá (83-70), não poupou a selecção anfitriã, Japão, a quem venceu por 25 pontos de diferença (87-62), e ganhou, na terceira jornada, a Nova Zelândia por 22 pontos de diferença (95-73), antes de baquear frente aos espanhóis e alemães.

A inesquecível derrota ante a Alemanha não facilitou o cruzamento nos oitavos-de-final, pois Angola podia, caso vencesse o último jogo do grupo, encontrar um adversário mais acessível comparativamente à França.

No sexto encontro, Angola ombreou mas perdera frente a similar francesa (62-68) e pôs fim a sua participação na 15ª edição da maior prova de selecções a nível do mundo.

Em seis jogos, a selecção nacional marcou 513 pontos, sofreu 474 e no final da prova, ganha pela Espanha, viu coroado seus atletas entre os melhores, com Kikas Gomes no 13º posto do quadro geral, dos 236 participantes, com média de 15.2 pontos por jogo, superando craques da NBA como o norte-americano LeBron James (19º, com média 14.1) e os argentinos Emanuel Ginobili (14º/15.1) e Luís Scola (15º/14.3).  

Eduardo Mingas ficou em 16º (14.3) e Olímpio Cipriano na 21ª posição (13.8) na lista comandada pelo chinês Yao Ming com média de pontos por jogo 25.3, seguido de Dirk Nowitzki (23.2) e o espanhol Pau Gasol (21.3).

A brilhante campanha contou com os experientes Miguel Lutonda, Kikas Gomes, Victor de Carvalho, Carlos Almeida e Eduardo Mingas, presentes na prova anterior, e as estreias de Olímpio Cipriano, Armando Costa, Carlos Morais, Milton Barros, Luís Costa, Emanuel Neto e Abdel Moussa Bouckar.

Pela primeira vez o campeonato teve três representantes africanos. A Nigéria ocupou a 14ª e o Senegal a 22ª posição, ao passo que o Qatar ficou no 24º e último lugar. A Grécia e os Estados Unidos completaram o pódio, sendo o extremo-poste espanhol Pau Gasol considerado jogador mais valioso do torneio (MVP).

Assuntos Basquetebol  

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