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18 Junho de 2017 | 09h09 - Actualizado em 18 Junho de 2017 | 17h55

Aberto período de pesca no Cuanza Norte

Dondo - O período de pesca no centro de tratamento e conservação do pescado pós-captura do Ngolome no Cuanza Norte foi aberto sábado, pela ministra das Pescas, Vitória de Barros Neto.

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Cuanza Norte: Centro de processamento do pescado do Ngolome

Foto: Diniz Simão

Cuanza Norte: Ministra das Pescas, Victória de Barros Neto

Foto: Diniz Simão

Na ocasião, a ministra disse à imprensa que se trata da primeira acção de pesca no projecto, inaugurado em 2015, no âmbito da estratégia de massificação e desenvolvimento da pesca artesanal continental.

Referiu que a abertura da pesca contempla o lançamento de 20 mil peixes com 300 a 350 gramas de pesos comercial, criados em 10 gaiolas com capacidades de dois mil peixes cada, prontos para serem vendidos e também transformados em seco e fumado.

A governante disse que o projecto está voltado para a inclusão social, ao envolver jovens, mulheres e ex-militares que estão a elevar a localidade de Ngolome em pólo de desenvolvimento da pesca artesanal e continental em Angola.

Victória de Barros Neto referiu que a distinção de Angola com o prémio "Edouard Saouma", atribuído pela conferência da FAO ao projecto de assistência técnica à pesca artesanal implementado naquela localidade, enche de orgulho aos angolanos.

Num outro momento, a ministra fez o lançamento de oito mil alevinos em tanques de criação, com vista ao repovoamento da lagoa.

Por sua vez, a administrador municipal de Cambambe, Francisco Manuel Diogo, destacou o tratamento do pescado para o desenvolvimento da comunidade local. Apontou que a iniciativa vai proporcionar a produção de peixe de qualidade e quantidade suficientes para mercado local e Luanda, o principal centro consumidor do país.

Projectado em dois mil e 412 metros quadrados, o centro de formação e processamento de pescado do Ngolome possui câmaras de refrigeração e congelação, fábrica de gelo, fornos e tarimbas melhoradas e conta com uma loja de artefactos de pesca, além de um centro de artes e ofícios e duas residências e três suites para funcionários.

A par da formação em processamento do pescado, o Centro proporciona igualmente formação de vários jovens nos ramos do artesanato, pastelaria, corte e costura bem como informática.

A unidade permite um melhor aproveitamento do pescado, tratado em tempo oportuno, sem riscos de apodrecimento, além de garantir a venda e distribuição nos principais pontos de comercialização da província do Cuanza Norte e do país.

O empreendimento oferece ainda à comunidade apoio técnico para a gestão dos meios e recursos de pesca.

O projecto foi criado pelo Executivo em parceria com a FAO e visa desenvolver a pesca artesanal continental, através do fortalecimento das capacidades técnicas das mulheres processadoras de pescado das comunidades do município de Cambambe.

O centro é a primeira unidade do género em Angola e a sua criação insere-se na estratégia do governo para diversificação da economia, melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e rentabilização da actividade piscatória no país.

A Lagoa de Ngolome produz mensalmente cerca de seis mil e 700 quilos de peixe, entre cacusso, bagre, mussolo e tainha, o equivalente a 200 quilos por dia.

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