Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Economia

04 Janeiro de 2018 | 12h50 - Actualizado em 04 Janeiro de 2018 | 12h50

Cem dias de João Lourenço resgatam níveis de confiança dos investidores

Luanda - Os primeiros cem dias de governação do Presidente da República, João Lourenço, marcados por profundas reformas económicas, superaram as expectativas da Câmara de Comércio Angola/China (CAC), tendo contribuído no resgate e aumento dos níveis de confiança dos investidores nacionais e estrangeiros no país.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Arnaldo Calado, Presidente da Câmara de Comércio Angola/China

Foto: António Escrivão

As medidas tomadas por João Lourenço no sector económico, desde a sua investidura no cargo de Presidente da República de Angola, a 26 de Setembro de 2017, já começaram a surtir efeitos animadores e a renascer as esperanças do povo, concretizando as expectativas dos cidadãos angolanos e estrangeiros, segundo o presidente da CAC, Manuel Calado.

Em entrevista à Angop, a propósito dos cem dias de governação do Presidente João Lourenço, que se assinalam hoje (quinta-feira), Manuel Calado referiu que as reformas, efectuadas pelo Titular do Poder Executivo estão a permitir redobrar as esperanças dos empresários, que até então pareciam não terem confiança nas instituições, bem como a melhoria do ambiente de negócio em Angola e encontrar o caminho de desenvolvimento do país.

"A acção do Presidente João Lourenço tem ultrapassado de facto as nossas expectativas, por demonstrar, particularmente, à classe empresarial interna e estrangeira, que estava tão habituada a ouvir somente discursos, a aplicação prática do programa de governação sob o lema "Melhorar o que está bem e corrigir o que está mal", dando provas de que Angola pode transformar-se num país próspero para todos com o contributo de todos", afirmou.

Além de superar as expectativas da CAC, referiu, as medidas adoptadas por João Lourenço têm se reflectido na satisfação e renovação de esperança dos cidadãos/investidores que todos os dias frequentam a instituição para firmar parcerias de negócio.

Através do pragmatismo do Presidente da República, a CAC tem conseguido dar maior ênfase na prossecução dos seus objectivos, que se consubstancia em trazer e convencer os empresários chineses a investir em Angola, tendo mostrado a total disponibilidade para cooperar com o Executivo na implementação do Plano Intercalar e no Programa de Estabilização Macroeconómica, gizado pelo Governo.

Ambiente de negócio em Angola

Para Manuel Calado, o ambiente de negócio em Angola precisa de confiança dos investidores, cuja melhoria deste cenário passa, essencialmente, na credibilização das instituições públicas/privadas e dos sócios nacionais.

"O ambiente de negócio em Angola foi beliscado, grandemente, pela escassez de divisas no país, que consequentemente está a dificultar o repatriamento de capitais dos investidores e o pagamento de salários dos trabalhadores estrangeiros, facto que desmotiva os empresários a investir no país", acrescentou.

Este dilema, prosseguiu, está causar o encerramento de muitas empresas chinesas em Angola, deixando centenas de angolanos ao desemprego e a debilitar o ambiente de negócio no país.

Diante deste cenário, Manuel Calado defende a criação de um "Fundo de garantia de investimento" para assegurar os empresários que pretendem criar parcerias com o sector privado.

Referiu que a criação do "Fundo de garantia de investimento", acompanhado com uma fiscalização rigorosa, vai facilitar e permitir os investidores estrangeiros a confiarem na parceria privada de iniciativas individuais, dando solidez ao investimento privado no país.

Segundo o líder da CAC, é necessário que os titulares de cargos públicos e o sector bancário abram-se mais ao diálogo com os investidores, para se encontrar um consenso que satisfaça os interesses de todas as partes.

Apontou igualmente a eliminação do excesso de burocracia nas instituições públicas como uma das soluções para melhorar as relações comerciais entre os empresários, evitando a corrupção no sector económico.

Questionado sobre a avaliação do desempenho da CAC durante o exercício económico/2017, Manuel Calado considerou um ano menos bom para a classe empresarial, sendo apenas marcado na concretização de algumas propostas como a eliminação do excesso de burocracia na concessão de vistos de trabalho, a garantia da segurança física dos investidores, a aposta na organização interna entre os investidores chineses e as instituições públicas, bem como na formação de 17 quadros angolanos na China.

Quanto ao funcionamento do Banco da China (BOC), inaugurado em Junho de 2017, o responsável explicou que esta instituição ainda funciona como um escritório chinês em Angola, por ter surgido no período de crise económica e financeira, mas as entidades estão empenhadas em trabalhar no sentido de torna-lo num verdadeiro banco comercial.

Para 2018, entre várias acções a serem desenvolvidas, a CAC vai continuar a apostar na formação técnico-profissional dos quadros, com abertura de centros de formação em Luanda e iniciar uma cooperação no domínio da agricultura e pescas.

A Câmara de Comércio Angola/China tem registadas mais de mil empresas angolanas e  694 chinesas.

A CAC existe em Angola desde Março de 2016 e tem por objectivo facilitar a parceria entre o investidor angolano e chinês, criando um ambiente favorável de negócio no país.

Para fazer parte da CAC ou criar uma parceria com um investidor chinês é necessário ter iniciativas empresariais credíveis e exequíveis.        

Leia também
  • 08/11/2018 16:55:53

    Moxico acena para investidor sul africano

    Luena - O governador provincial do Moxico, Gonçalves Muandumba convidou nesta quarta - feira, no Luena, os empresários sul africanos a investirem em diversas áreas desta região, para contribuir no seu desenvolvimento sócio económico.

  • 05/11/2018 19:15:13

    Autoridades encerram mina ilegal de diamantes

    Cangamba - Uma mina de diamantes explorada de forma ilegal no rio Cussive, comuna do Muié, município dos Luchazes, foi encerrada hoje pelas autoridades governamentais da província do Moxico, no âmbito da " Operação "Transparência" em curso no país.

  • 05/11/2018 19:01:08

    Empresas aliciam sobas para permitir exploração ilegal de madeira

    Uíge - O administrador municipal em exercício de Ambuila, Geraldo Domingos Dendo, denunciou hoje a existência de empresas que aliciam as autoridades tradicionais fazendo falsas promessas para permitir a exploração ilegal de madeira na localidade.

  • 05/11/2018 12:48:21

    Camponeses de Nacatenga recebem inputs agrícolas

    Saurimo - Vários "inputs agrícolas" e sementes, como sementes de milho, adubos, enxadas, catanas e outros meios, foram entregues domingo, na aldeia do Nacatenga, 20 quilómetros da comuna do Muriege, município do Muconda (Lunda Sul), com vista a aumentar a produção.