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11 Janeiro de 2018 | 22h44 - Actualizado em 12 Janeiro de 2018 | 11h19

Falta de transparência dita reestruturação do Fundo Soberano de Angola

Luanda - A falta de transparência nos processos de contratação dos gestores de activos e prestadores de serviços da instituição ditou, entre outras decisões, a reestruturação do Fundo Soberano de Angola, anunciou hoje em nota o Ministério das Finanças.

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Fundo Soberano sob avaliação do executivo

Foto: Pedro Parente

De acordo com o documento a que a Angop teve acesso, acresce-se a isso a existência de um risco elevado resultado da exposição causada pelo volume de activos que se encontram sob gestão de apenas uma entidade externa.

Da avaliação feita, com o apoio de uma firma de consultoria internacional, sobre a alocação dos activos e estrutura de governação corporativa do Fundo Soberano de Angola, o executivo refere ter notado insuficiente reporte, bem como um fraco controlo e supervisão às actividades da instituição pelas entidades governamentais.

O Ministério das Finanças reforça também que há “ausência de políticas, estratégias e planos de investimentos consistentes e transparentes”, pelo que considera haver a “necessidade de revisão do modelo de governação corporativa”.

O executivo refere que está a implementar acções de reestruturação do Fundo Soberano de Angola, com vista a criação de uma adequada estratégia e plano de investimentos, para assegurar maior transparência e controlo da instituição, em alinhamento com as melhores práticas internacionais.

Pretende-se igualmente melhorar a supervisão dos Órgãos do Estado, nomeadamente do Presidente da República, do Ministério das Finanças, Banco Nacional de Angola e demais órgãos do Estado.

O mesmo documento sublinha que um dos passos nesta direcção foi a nomeação de um novo Conselho de Administração que integra quadros nacionais de reputada competência técnica, sólido percurso profissional e idoneidade necessária para o provimento de cargos em instituições financeiras.

O Executivo está engajado na aprovação célere de instrumentos legais, necessários para conclusão do processo de reestruturação, que permita ao Fundo Soberano de Angola desempenhar, com mais eficácia, o seu papel na estabilização macroeconómica e sustentabilidade financeira do país, garantindo, deste modo, prosperidade às futuras gerações.

Em alinhamento com esta orientação, o Ministério das Finanças institucionalizará um Comité de Supervisão do Fundo Soberano de Angola, tendo em atenção a garantia de uma gestão mais eficiente e transparente dos recursos estratégicos do Estado.

Na quarta-feira, o Chefe de Estado, João Lourenço, exonerou os integrantes do Conselho de Administração do Fundo Soberano de Angola, até então presidido por José Filomeno de Sousa dos Santos, tendo nomeado para o cargo Carlos Alberto Lopes.

Assuntos Economia  

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