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10 Janeiro de 2018 | 16h42 - Actualizado em 10 Janeiro de 2018 | 16h42

Importação de viaturas só terá vantagem com mais divisas e menos taxas

Luena - Os agentes económicos da província do Moxico afirmaram hoje, quarta-feira, no Luena, que a medida do Executivo de alterar a lei para voltar a permitir a importação de viaturas usadas só terá vantagens com maior disponibilidade de divisas e a redução das taxas aduaneiras.

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Moxico: Economista, Fidel Guimarães Pinto Luis

Foto: kinda kyungu

Moxico: Concessionário, José Carlos Muvembe

Foto: kinda kyungu

A medida, ainda em estudo pelo Governo angolano, é boa, mas nos moldes actuais, com crise e falta de cambiais,é dificil satisfazer os interesses da colectividade pois os bancos comerciais careceriam de mais divisas, de igual modo seria necessário a administração Geral Tirbutária (AGT) reduzir as taxas aduaneiras, defendeu o concessionário, Carlos Muvembe.

Em declarações à Angop, Carlos Muvembe, até então um dos três principais vendedores de viaturas da província do Moxico, paralisou a actividade há 24 meses, devido à crise razões económicas, financeiras e cambiais que o país vive.

Pela sua experiência, acredita que, ao contrário dos anos anteriores de estabilidade económica e financeira, a proposta actual em análise, que prevê aumentar de três para cinco anos, o tempo do veículo ligeiro usado a ser importado, e de cinco para oito anos,as viaturas  pesadas, é desfavorável.

O comerciante que mudou a sua área de negócio para importação de bebidas, alerta que a par disso, o Governo, através da Administração Geral Tributária (AGT), deveria rever as taxas aduaneiras, que as considera “muito altas”, para se ter sucesso.

Além disso, chamou a atenção o interlocutor, terá que se observar uma fiscalização profunda para se evitar a importação de carros poluentes.

O economista Guimarães Pinto Luís acredita que a medida visa ajudar as famílias, as empresas, com realce, para a transportação de pessoas e bens, mas, também, apoia a ideia da facilidade na aquisição de divisas e incentivos fiscais aos concessionários e particulares.

O automobilista Salvador Correia destaca a compra de viaturas a baixo preço, principalmente, para as pessoas com poucas possibilidades, o que pode aumentar os serviços de táxis e o surgimento de novos empregos.

A aplicação desta medida do Executivo, aplaudida também por Abel António, funcionário público, introduzirá ao mercado mais assessórios para assistência técnica às viaturas.

Cansado de partilhar um carro com o seu irmão, está José Faria, que já pensa na solicitação de um crédito bancário para comprar uma viatura de ocasião, mesmo sem a medida entrar ainda em vigor.

O Executivo angolano está a preparar uma proposta de lei de importação de viaturas usadas ligeiras e pesadas, até cinco anos e oito anos, respectivamente. O ministro dos Transportes, Augusto Tomás, deu a conhecer há dias que estudos de implementação e regularização desta proposta de lei já estão consolidados, restando apenas encontrar consenso entre várias sensibilidades da sociedade como os concessionários de automóveis e outros agentes comerciais.

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