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10 Janeiro de 2018 | 15h56 - Actualizado em 10 Janeiro de 2018 | 16h07

Maior fazenda agropecuária do Moxico paralisa actividades

Luena - A fazenda agropecuária de "Sacassange", erguida em 2012 nos arredores da cidade do Luena, província do Moxico, paralisou a actividade produtiva, soube hoje Angop, no local.

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Maior fazenda agropecuária do Moxico encerra actividades

Foto: Kynda Kyungu

Moxico: Maior fazenda agropecuária do Moxico encerra actividades

Foto: kinda kyungu

Em causa está uma greve decretada, a segunda em menos de dois meses, pelos trabalhadores da maior fazenda da província, por “tempo indeterminado”, por falta de salários dos meses de Junho a Dezembro do ano transacto.

Criada em 2012, até Março de 2017, a fazenda produziu 18 milhões de ovos, com uma capacidade de produção de nove mil ovos/dia e contava com quatro naves, uma para a criação de pintos e três de produção de ovos, contando, naquela altura com doze mil aves.

O projecto fabricava ração animal, com uma média diária de 10 toneladas e 54 mensal, respondendo, na altura, a capacidade de consumo e das solicitações que o projecto recebe.

Falando à Angop em nome dos 60 trabalhadores da fazenda, Narciso Mariti Tchicomba, técnico da área de estufa, explicou que tiveram de “abandonar” a fazenda por causa de atrasos de salários de sete meses, e que a decisão foi tomada após uma reunião com direcção da fazenda.

Por seu turno, o chefe dos Recursos Humanos da fazenda de Sacassange, Pedro Branco, explicou que estão inativa, desde segunda-feira, todas as áreas de produção, como estufa, curral de caprinos e aviário, em função da greve, “justa”, dos trabalhados em face aos atrasos salariais.

Justificou a falta de salários com a baixa produção por falta de divisas para aquisição de matéria-prima.

Em Dezembro se pagou alguma parte, embora insuficiente, com a venda de galinhas e horticulturas. Pelas contas feitas, devem mais de 10 milhões de Kwanzas, só em ordenados e pagamento aos fornecedores de produtos, disse.  

Para se reativar o projecto de Sacassange, em grande escala, precisa-se de, pelo menos, 240 milhões de Kwanzas.

Em resposta, o presidente do Conselho de Administração da Gesterra, Carlos Paim, gestora da fazenda, refutou à Angop, ao telefone, a partir de Luanda, tratar-se de “paralisação ou encerramento da fazenda”.

Pois, afirmou que está decorrer um processo de transferência do projecto do Estado para o sector privado e, prometeu deslocar-se ao Luena, no próximo dia 23 do corrente mês, para dar mais pormenores.

A fazenda agropecuária de “Sacassange” está situado a 15 quilómetros a sul da cidade do Luena, capital da província do Moxico, possui 12 mil hectares de terra, dos quais quatro mil hectares em produção de diversas culturas como cebola, repolho, milho, couve, pepino e morango.

A fábrica dispõe de dois silos, para conservação para até 440 toneladas de ração. O milho utilizado como matéria-prima é proveniente do projecto agrícola de Camaiangala (município de Camanongue) onde, anualmente, são requisitadas 250 toneladas de milho.

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