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20 Dezembro de 2018 | 17h52 - Actualizado em 20 Dezembro de 2018 | 19h15

Obras do novo mercado transfronteiriço do Luvo arrancam dentro de dias

Mbanza Kongo - Cinquenta milhões de Kwanzas é o custo previsto da primeira fase da construção do novo mercado transfronteiriço do Luvo, município de Mbanza Kongo, província do Zaire, cujas obras a cargo de uma empreiteira chinesa arrancam nos próximos cinco dias.

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Zaire: Entrega do certificado de limpeza de minas à empresa construtora

Foto: Pedro Moniz Vidal

A primeira fase, que terá a duração de quatro meses, contemplará 500 barracas, armazéns, área administrativa e balneários, numa área total de mais de 10 mil metros quadrados, distanciada em cerca de três quilómetros da linha limítrofe com a República Democrática do Congo (RDC).

Para o efeito, realizou-se hoje, quinta-feira, na comuna do Luvo, a entrega formal do certificado definitivo de limpeza de minas e de outros engenhos explosivos não detonados da área total de 257 mil metros quadrados à empresa construtora chinesa.

O actual espaço a céu aberto onde se realizam as trocas comerciais no mercado transfronteiriço do Luvo, no lado angolano, encontra-se próximo da linha fronteiriça e não oferece as mínimas condições de higiene e segurança.

A proximidade à linha fronteiriça, segundo a administradora municipal de Mbanza Kongo, que testemunhou o acto, tem dificultado as autoridades aduaneiras, de defesa e segurança destacadas no local realizarem as acções de fiscalização de saída e entrada de mercadorias e pessoas.

O acto de entrega do espaço à administração municipal de Mbanza Kongo e, por sua vez, à empreteira da obra, foi presidido pelo vice-governador do Zaire para o sector político, económico e social, António Félix Kialungila, e contou com a presença de uma delegação das Forças Armadas Angolanas afecta à Comissão Nacional Interministerial de Desminagem e Ajuda Humanitária e responsáveis da AGT.

O posto fronteiriço do Luvo situa-se a 60 quilómetros a norte da cidade de Mbanza Kongo, sede provincial do Zaire.

Os trabalhos de desminagem foram executados durante cinco meses, pelos efectivos afectos ao Instituto Nacional de Desminagem (INAD) e às Forças Armadas Angolanas (FAA), que procederam a remoção de 41 diversos engenhos explosivos não detonados.

Do material que foi desactivado, cuja destruição decorreu ainda hoje, figuram cinco minas de tipo PPM-2, 24 Uxos, dentre os quais cinco morteiros de 82mm, 10 de 60mm, um de 118mm, uma granada F-1, granada de mão, granada M 40mm de castor, quatro Foguete RPG-7, um Foguetes de PG-9 e munições diversas.



 

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