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29 Outubro de 2018 | 16h23 - Actualizado em 29 Outubro de 2018 | 16h25

Comércio entre Angola e outros africanos ainda é fraco

Luanda - A múltipla participação do País nas organizações regionais ainda não se traduziu no aumento do comércio de Angola com os países africanos, afirmou hoje, em Luanda, o secretário do Estado do Comércio, Amadeu Leitão Nunes.

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Amadeu Leitão, secretário de Estado do Comércio.

Foto: Angop

Ao falar na abertura do 1º workshop de formação sobre Integração  comercial regional e desenvolvimento económico de Angola, Amadeu Leitão referiu que, para alterar esse quadro, o PND preconiza  a criação de um quadro estável à integração regional  comercial do País na SADC, contribuindo para abertura de novos mercados de exportação e para redução dos custos de importação de bens intermediários.

No encontro, promovido pelo Ministério do Comércio e União Europeia, estão em abordagem a política comercial, a industrialização e as vantagens do corredor do Lobito para integração regional de Angola.

O PND 2018/2022 preconiza a integração regional como prioridade política, na perspectiva de alteração estrutural das exportações angolanas  que continuam a estar predominantemente concentradas  no petróleo.

Para o curto e médio prazos são indicados como meta, a implementação de roteiro, visando a integração de Angola na zona de livre comércio da SADC e em  2021 iniciar-se formalmente as negociações  sobre o desarmamento pautal  para implementação efectiva desta zona.

As exportações de bens para  África são apenas  de cerca de 1,3 mil milhões de dólares  em comparação com as suas exportações para o resto do mundo ou mesmo fora de África estimadas  em mais de 31 mil milhões de dólares.

A Comunidade de Desenvolvimento da  África  Austral (SADC)  é um mercado de cerca de 294 milhões  de pessoas e um Produto Interno Bruto  (PIB)  de cerca de 691 mil milhões de dólares.

Enquanto a zona de livre comércio tripartido,   composta  por seis países membros  de três comunidades  económicas regionais  de  África Oriental e Austral,  representa um mercado potencial de 627 milhões  de consumidores  com PIB   de 1.247 mil milhões de dólares americanos,  equivalente a  52 por cento do PIB  de África.

A Zona de Livre Comércio Continental,  cujo  objectivo é a expansão do comércio inter –africano  através de uma melhor harmonização e coordenação de regimes  e instrumentos de liberalização e facilitação de comércio,  potencializa as empresas  nacionais a explorar o mercado de mais de mil milhões de pessoas  e um  PIB combinado de 3,4 triliões de dólares.

Em termos de parceiros comerciais, as trocas comerciais  com Angola acontecem  maioritariamente  com África do sul  e a Namíbia.  No entanto, o potencial em termos  de mercado é vasto.

Na ocasião, o chefe da delegação da União Europeia em Angola, Tomás Ulicny, referiu-se a  agenda  política lançada  pela Comissão Europeia  em 2015, denominada  “comércio  para todos”, cujas  políticas traçadas  têm servido para posicionar a União Europeia  no maior bloco exportador de bens e serviços do mundo.

Durante  quatro dias especialistas ligados ao processo de integração económica vão aprofundar os conhecimentos em matérias ligadas a políticas comerciais e acordos comerciais regionais, a política  comercial de Angola e o equilíbrio da integração do comércio regional com a capacidade de oferta, o “status” das negociações, entre outras.

Assuntos Economia  

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