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06 Dezembro de 2019 | 20h25 - Actualizado em 06 Dezembro de 2019 | 20h25

Cooperativas sob ameaça de perderem licenças diamantíferas

Saurimo - As cooperativas de diamantes que, dentro de dois anos, não forem competitivas e nem contribuírem com receitas fiscais vão perder a licença de exploração, alertou hoje na Lunda Sul, o director Nacional dos Recursos Minerais, André Buta.

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Pequena indústria de exploração de diamantes (Arquivo)

Foto: Henri Celso

 Além destas exigências, a lei exige também que as cooperativas devem aumentar o número de postos de trabalho e contribuir para o combate à pobreza e à melhoria das condições de vida das populações.

O director fez este alerta na abertura do II Conselho de Direcção Alargado da empresa Sociedade Mineira de Catoca, e realçou que o país tem cerca de 270, cooperativas, das quais 50%, estão em funcionamento.

Na ocasião, disse também que o país tem sete projectos diamantíferos de grande dimensão em funcionamento, bem como 35 empresas ligadas a exploração de rochas ornamentais.

Por outro lado, André Buta anunciou que dentro de dois anos entrarão em funcionamento no país indústrias de exploração de cobre, fosfato e ferro, que vão proporcionar empregos directos aos jovens.

Já o director-geral de Catoca, Benedito Paulo, disse que um dos objectivos da empresa que dirige é trabalhar com qualidade e rentabilizar, para contribuir no desenvolvimento do país e dos trabalhadores.

Para tal, disse ser fundamental a consolidação dos comportamentos, atitudes e responsabilidades de todos níveis da instituição, através de uma plataforma que permite haver comunicação e troca de saberes.

Reafirmou que as comunidades circunvizinhas de Catoca continuarão a beneficiar de uma atenção especial, uma vez que a empresa já tem diagnóstico dos seus problemas sociais, desde a falta de energia eléctrica, escolas e unidades sanitárias.

O II Conselho de Direcção Alargado da Sociedade Mineira de Catoca, que debateu, entre outros, tema como futuro da indústria diamantífera, Questões jurídico-laboral, Papel da Alrosa na transmissão de conhecimento e transferência de tecnologia no âmbito da cooperação com a Endiama, Rumos estratégicos e as vias de desenvolvimento da economia angolana e potencializar o conteúdo local na indústria mineira.

Participaram do encontro, entre outros convidados, membros do conselho de direcção da empresa e do Governo, chefes de diferentes sectores das minas e técnicos da Endiama.

Angola produz anualmente nove milhões de quilates de diamantes, resultante da exploração semi-industrial e industrial, mas as autoridades pretendem alargar a produção anual para 14 milhões de quilates até 2022.

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