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04 Julho de 2019 | 16h11 - Actualizado em 04 Julho de 2019 | 16h10

CFM vai facturar mais de mil milhões de kwanzas com ferro

Lubango - O arranque da exploração do ferro-gusa, no município do Cutato, Cuando Cubango e da Jamba, na Huíla, permitirá aumentar a facturação do Caminho de Ferro de Moçâmedes (CFM), de 700 milhões para mais de mil milhões de kwanzas/ano.

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António Conceição, Administrador financeiro do CFM

Foto: Morais Silva

Em entrevista nesta quinta-feira à Angop, o administrador financeiro do CFM, António Conceição, disse que actualmente a empresa, no traçado de 905 quilómetros, entre o Namibe, Huíla e Cuando Cubango, transporta à volta de 12 mil toneladas de mercadoria diversa/mês, quantidade que pode chegar as 400 mil, com o início do processo de exploração do minério.

“Estamos na expectativa de arranque do projecto de exploração mineira do ferro-gusa na zona do Cutato, que também vai dar um impulso, sendo que o CFM será o elo modal de transporte do mineral e estamos a contar na ordem de cem por cento o nosso volume de transportação, já que a médio prazo inicia também a exploração do ferro na Jamba e há contactos avançados para que essa a produção inicie e a transportação por arrasto vai acontecer”, sublimhou.

António Conceição frisou que o CFM está a fazer contactos com países produtores de material circulante, pois a preocupação está centrada na aquisição de vagões de tipologia especificada para o transporte de minérios e juntamente com as empresas que vão explorar se fazer um investimento significativo para a aquisição de equipamento de transporte de carga específica.

Acrescentou que a média de facturação mensal do CFM anda à volta de 70 milhões de kwanzas, longe daquilo que seria o equilíbrio da conta de exploração, pois os custos operacionais são altos, hoje fixados em 200 milhões de kwanzas, o que representa 30% da estrutura de despesas da empresa pública, sendo que o restante é assumido pelo Estado.

“Na altura em que entrar em acção o processo de exploração do ferro-gusa do Cutato e da Jamba, contamos que a pirâmide vai inverter significativamente, pois esperam transportar 400 mil toneladas/ano, esperando facturar mil milhões de kwanzas”, realçou.

Admitiu que a empresa regista um acentuado crescimento no volume de carga transportada, como destaque para o granito.

Durante o primeiro semestre deste ano houve um crescimento de 22 por cento do volume de carga, desde o granito e a carga de detalhe, aquela que é acompanhada pelo passageiro, tendo sido transportadas 72 mil toneladas, mais 22% do que o primeiro semestre de 2018.

Sublinhou que a empresa está a se afinar do ponto de vista de equipamento de circulação, para que até ao final do ano o volume de carga a movimentar cresça ainda mais.

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