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18 Julho de 2019 | 17h36 - Actualizado em 18 Julho de 2019 | 17h36

IGEO perfura poços para mitigar seca efeito da sul do país

Lubango - O Instituto Geológico de Angola (IGEO) inicia nas próximas duas semanas, na província da Huíla, a perfuração de 15 poços de água, uma acção que se estende até Setembro próximo, para ajudar a mitigar os problemas da seca na região sul do País.

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Para empreitada, foram adquiridas recentemente da África do Sul duas sondas novas, que entram em acção nos próximos dias.

O IGEO, cuja actividade de prospecção e perfuração de poços de água artesiana, é tradicional na região sul de Angola, junta-se aos esforços que buscam mitigar a carência de água para consumo humano e animal.

O material (perfuratrizes, compressores e geradores e outros insumos) foi apresentado nesta quarta-feira,  na região de Congenge, sede do IGEO na Huila, com a demonstração de uma perfuração.

O secretário de Estado para a Geologia e Mina, Jânio Victor, que testemunhou a actividade de perfuração experimental, referiu que o estão no momento a terminar alguns requisitos técnicos para que nos próximos dias comecem as actividades.

Jânio Victor,  que participou igualmente num workshop sobre a “Contribuição técnica e científica do IGEO para o conhecimento hidrogeológico e combate a seca no país”,  disse que o novo equipamento vai revitalizar a actividade hidrogeológica e juntar aos esforços existentes na região sul para fazer face à escassez de água.

Na óptica do governante, o combate a seca em Angola, cujas consequências afectam negativamente o desenvolvimento económico e social da região sul do país, passa invariavelmente pelo aumento do conhecimento hidrogeológico do espaço.

Realçou que o IGEO faz a prospecção, pesquisa e captação da água subterrânea e há uma série de estudos que serão feitos na região sul do país.

Informou que no instituto da Huíla há um laboratório que vai ser inaugurado ainda este ano, implantado para prestar serviço de hidrogeologia, apoio técnico em termos de geofísica e sondagem.

Disse existir também, a esse respeito, um memorando de entendimento assinado com o Instituto Geológico Federal da Alemanha, em 2018, que prevê que se faça uma série de estudos na bacia do Cuvelai.

 “Estamos a criar uma base científica e técnica que vai permitir que esta questão cíclica da seca seja mitigada com base em conhecimentos”, acrescentou  

Salientou a necessidade da iniciar a cooperação com a Universidade Mandume Ya Ndemufayo (UMN) na formação de quadros, que deverão aproveitar a vinda de técnicos alemãs com experiência, para dar continuidade ao trabalho.

Por sua vez, a vice-governadora para o sector Político, Económico e Social, Maria João Chipalavela disse que a água é a condição fundamental para diminuir a seca.

O IGEO tem quase 65 anos de experiência em exploração de águas subterrâneas no país, com maior incidência para as províncias da Huíla, Namibe, Cunene e Benguela.

O sul da Huila e do Cuando Cubango e quase totalidade do Cunene e Namibe registaram, em 2018/19, precipitação abaixo do que tem sido o seu normal (abaixo do que cai mais a norte). Apesar  disso, assinalam-se ainda regiões no Namibe e Cunene onde quase não choveu.

Só na Huila estão afectadas mais de 147 mil pessoas, 12,7 da população total da província (2.116.154). Nos Gambos, por exemplo, 47,17% da população do município vive os efeitos nefastos da seca.

Em relação ao gado, Gambos, Chibia e Matala registam 336.050 cabeças de gado bovino em situação de risco, respectivamente, 116.050, 170.000 e 50.000 cabeças.

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