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26 Julho de 2019 | 15h51 - Actualizado em 26 Julho de 2019 | 15h50

Um terço das ligações domiciliares eléctricas já implementado

Luanda - Um terço do projecto de um milhão de ligações domiciliares de energia eléctrica previstas, para o quinquénio 2018/2022, foi já executado pelo sector, segundo anunciou nesta sexta-feira o director do gabinete de estudo, planeamento e estatística do Ministério de Energia e Águas, José Salgueiro.

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José Salgueiro - Ministério da Energia e Águas

Foto: Alberto Julião

Equipa da ENDE expandem rede eléctrica pelo país

Foto: Cortesia de Ana Ramos

Ao falar no nono conselho consultivo que decorre em Luanda sob o lema “Água e Energia: melhoria do serviço com foco na sustentabilidade”, José Salgueiro, sublinhou que o projecto prevê uma média de 200 mil ligações/ano em todo o País.

Além destas mais de 300 mil ligações já estão finalizadas, o responsável anunciou existir um outro pacote de 400 mil ligações negociado com Banco Africano de Desenvolvimento e Banco Mundial (BM).

Porém, o Ministério da Energia e Águas (Minea) está a trabalhar para reduzir a dependência de produção de energia com recurso ao diesel, com a realização de fortes investimentos em fontes de energias renováveis, como a hídrica, gás, eólica e solar.

Disse que apesar da crise, o sector tem procurado desenvolver acções que envolvem outros intervenientes como o Ministério das Finança, tendo realçado a conclusão da interligação do sistema norte para Huambo através do Wacu Cungo, sendo que neste momento Huambo e Bié já recebem energia no sistema electrónico feito destes projectos do período de crise.

De acordo com o responsável, Benguela também já recebe energia do sistema norte um facto que permitirá reduzir a produção de energia de fontes térmicas. Conseguimos o sistema do Ciclo Combinado do Soyo que também esteja já em conclusão”.

Em relação às províncias do interior, sobretudo as do leste, continuam ainda muito dependentes da produção térmica, pelo facto da rede nacional ainda não ter atingido as áreas das províncias, Cuando Cubango, Moxico e outras.

Para reduzir a dependência das centrais térmicas, neste momento está a decorrer a construção do aproveitamento hidroeléctrico do Luaximo, para atender a zona da Lunda Norte.

Segundo o responsável, está prevista a 2ª fase da central de Chicapa, para reduzir a dependência, cujo objectivo é interligar o sistema norte para o sistema leste depois de 2020.

Interligação Angola Namíbia

O director do gabinete de estudo disse que a interligação com a Namíbia, numa primeira fase estão a construir a linha interligada Huambo / Luabango a 400 KV e Lubango para o Changongo, num projecto sincronizado com o Governo da Namíbia.

Citou também o desenvolvimento e aproveitamento hidroeléctrico do Baynes que também está a ser negociado, existindo uma equipa técnica nacional e outra namibiana para tratar deste projecto, cuja fonte de alimentação parte de Angola, tendo em conta ao facto de a Namíbia não ter grandes recursos energéticos.

Disse que estes projectos acontecem na visão da futura integração com a região, com a linha que se pretende entre o Inga, passando por Angola, Namíbia e ligando ao sistema da África Austral.

“Estamos a criar as condições para ter energia suficiente para abastecer as necessidades do país e exportar”, referiu.

Água para Luanda

Questionado sobre o abastecimento de água na capital do país, José Salgueiro disse que para a cidade de Luanda, os projectos de desenvolvimento do Bita e do Quilonga Grande têm uma capacidade cada de seis metros cúbicos por segundo.

“Os projectos ainda não iniciaram, mas o BM autorizou a garantia de 500 milhões de dólares para início do projecto que nesta primeira fase vai incidir em três metros cúbicos por segundo”, lembrou.

No referido projecto, foi incluída também a respectiva rede de distribuição associada, para atender acima de milhões de metros cúbicos, que abrangerá à zona sul de Luanda e interligar com a actual rede existente, de modo a garantir o fornecimento de água ao casco urbano.

“O projecto cuja duração é de 36 meses foi aprovado agora, estamos na fase final das negociações do financiamento, o BM deu as garantias vai ser financiado pelo sindicato bancário. Neste momento estamos a negociar as condições para posteriormente arrancar em finais deste ano ou inicio do próximo ano para arrancar com as obras”, explicou.

O conselho consultivo que decorre sob lema “Água e Energia: melhoria do serviço com foco na sustentabilidade”, o conselho consultivo, que  reúne directores nacionais, membros dos conselhos de administração das empresas públicas, está a abordar, em vários painéis, temas como gestão do potencial hídrico nacional e das águas transfronteiriças, produção de energia eléctrica.

O sector da energia e águas assume-se como peça fundamental da estratégia do Governo para o desenvolvimento económico e social do país, daí ter iniciado desde 2012 um amplo programa de reformas e investimentos no sector, com os projectos de reabilitação e ampliação das infra-estruturas de produção, transporte e distribuição de energia.

Para aumento da capacidade instalada, foram realizados investimentos na reabilitação e ampliação da barragem de Cambambe, de 180 MW para 960 megawatts, construção da barragem de Laúca com uma potência nominal de 2070 MW, a Central de Ciclo Combinado do Soyo para gerar 750 MW e o inicio das obras da barragem de Caculo Cabaça, para gerar dois mil e 172 megawatts.

Com base no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) para o sector, foi definido um programa com metas ambiciosas para o período 2018-2022, que permitirá melhorar os níveis de acesso à energia eléctrica e a água potável que passa pelo aumento da capacidade instalada, bem como a expansão da utilização das energias renováveis.

A conclusão e entrada em exploração de vários empreendimentos hidroeléctricos, como Laúca, que já funciona com cinco das seis turbinas de 334 MW, permitiram a injecção na rede nacional de mais potência de energia eléctrica, que constituem um reforço fundamental no fornecimento regular e mais estável.

A entrada em operação de Laúca, Cambambe modernizado e o Ciclo combinado do Soyo permitiu dar-se início o processo de interligação dos sistemas norte e centro do país, beneficiando a energia produzida nestes complexos eléctricos as províncias de Luanda, Cuanza Norte, Malanje, Zaire, Bengo, Cuanza Sul, Benguela, Huambo e Bié.

A conclusão de projectos como Caculo Cabaça permitir maior equilíbrio nos níveis de procura e a oferta para atender as necessidades das populações e do desenvolvimento do sector económico e produtivo.

 
 

Assuntos Energia  

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