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29 Agosto de 2019 | 17h36 - Actualizado em 29 Agosto de 2019 | 17h34

BNA emenda diploma sobre sistema de pagamento

Luanda - O Banco Nacional de Angola (BNA) está a revisar a Lei do Sistema de Pagamentos, para permitir trazer novas soluções de pagamentos digitais no sistema financeiro angolano, no quadro do programa de inclusão financeira

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Administrador do BNA, Pedro Castro e Silva, fala à imprensa sobre o Sistema de Inclusão Finaceiro do BNA

Foto: Rosário dos Santos

Intervenção do Governador do BNA, José Massano, na conferência sobre Inclusâo Financeira

Foto: Rosário dos Santos

A iniciativa conta com o apoio do Banco Mundial (BM) e a intenção do Banco Central angolano é fechar o processo de revisão até o final do ano em curso, de acordo com o seu governador,  José de Lima Massano.

Com esta acção, até 2020, segundo José Massano, prevê-se uma taxa de bancarização de 50% no mínimo de população adulta bancarizada contra os 29% actuais, definidos pelo Banco Mundial.

“ Com estas medidas queremos cumprir com os objectivos de inclusão financeira medido por bancarização”, sublinhou o governador do Banco Central de Angola, que falava na abertura da  8ª Conferência Anual sob lema “Inclusão Financeira".

Com os pagamentos móveis ou digital, as pessoas para terem acesso aos serviços financeiros não vão precisar ter uma conta bancária, mas sim um número de telefone que a partir deste (com base no aparelho), tenham acesso a qualquer tipo de serviço.

Para o efeito, o BNA está a trabalhar também com outras instituições, como as empresas de telefonia móvel, que vão apoiar este processo.

BNA busca por dados fiáveis sobre taxa  

Até o final deste ano (2019), o BNA poderá ter dados mais fiáveis sobre a real taxa de bancarização em Angola.

 Depois deste trabalho de campo, que teve início em 2011, a taxa por definir vai passar a ser utilizada também, além do BNA, pelo próprio Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e outras entidades multilaterais, de acordo com o administrador do BNA, Pedro Castro e Silva.

Falando à imprensa, à margem da referida conferência, Pedro Castro e Silva lembrou as vantagens da inclusão financeira das pessoas no sistema financeiro, visto dar acesso à vários serviços, entre os quais, o crédito bancário.

Um dos trabalhos em curso desta iniciativa é a campanha denominada Bankita criada em 2011 e de acordo com dados do BNA, das 304 campanhas realizadas até os últimos meses  deste ano, permitiram a abertura de 836 mil 451 contas bancárias, no quadro dos acordos assinados com 13 bancos comerciais.

 Nesta 8ª Conferência Anual do BNA, Angola colheu experiências sobre inclusão financeira de instituições financeiras do Banco da Tanzânia, do Banco Central do Quénia, da África do Oeste e da Aliança de Inclusão Financeira, da qual Angola é membro.

 A título de exemplo, o Quénia num espaço de dez anos a sua taxa de bancarização passou de 20 para 82%, uma experiência que foi bem revista pelos quadros do BNA, presentes no  evento.

 O papel da tecnologia na inclusão financeira: estratégia para o instituições financeiras, foi outro painel apresentado durante a conferência.

Assuntos Banca  

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