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15 Outubro de 2019 | 19h46 - Actualizado em 16 Outubro de 2019 | 11h50

Águas do Bié recebe investimentos de USD 100 milhões

Luanda - O Ministério da Energia e Águas investiu, nos dois últimos anos, 100 milhões de dólares norte-americanos em projectos de infra-estruturas de captação, tratamento e distribuição de águas em quatro municípios da província do Bié.

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João Baptista Borges, Ministro da Energia e Águas

Foto: Joaquina Bento

Central de bombagem e tratamento de água (arq)

Foto: Francisco Miúdo

Segundo o ministro da Energia e Àguas, João Baptista Borges, que falava hoje em entrevista à ANGOP e Televisão Pública de Angola (TPA), os projectos estão em implementação nos municípios de Cunhinga, Cuemba, Nharea e Cuito, este último o sistema entra em funcionamento nos próximos dias.

A título de exemplo, disse que no município do Cuemba o projecto poderá beneficiar 34 mil pessoas, tendo sido feitas mais de duas mil ligações domiciliares, suportadas por uma rede de distribuição com cerca de 30 quilómetros de extensão.

João Baptista Borges disse que, com os investimentos feitos, o município do Cuemba tem neste momento uma capacidade para suprir as necessidades actuais e futuras, até 2030.

Em relação a outros municípios, como o Chinguar, Catabola, Camacupa e Chitembo, disse existir projectos de reabilitação, mas estão paralisados por força da situação económica que o país vive.

Quanto à energia eléctrica, o ministro destacou a interligação da província do Bié (cidade do Cuito) com sistema de Laúca, via subestação que se encontra no Huambo, um projecto avaliado em mais de 200 milhões de dólares norte-americanos, executado em três anos.

Com a interligação ao sistema norte do país (barragens de Cuanza Norte e Malanje), disse estimar que dois terços dos 400 mil habitantes da cidade do Cuito tenham energia eléctrica de Laúca, com regularidade, o que não ocorria há muitos anos, pois a cidade era fornecida com base em fontes térmicas.

Ainda no domínio eléctrico, no Bié está em fase de conclusão uma central térmica de 20 megawatts, em Caluapanda, Cuito, para servir de “Back up” e eventual reserva, causo haja problemas com a linha de ligação ao Huambo e à Laúca.

A par do investimento na produção, também apostou-se na rede de distribuição, o que permite dar estabilidade no fornecimento de energia ao Cuito.

Também foram desenvolvido projectos na rede de distribuição no Andulo e Camacupa, e Chinguar, com novas fontes de produção de energia, e o sector está a trabalhar para melhorar o fornecimento de energia em Catabola e no Cuemba, onde foram instalados geradores e Chitembo.

Segundo o ministro, para aumentar a capacidade de fornecimento à cidade do Cuito, o grande objectivo passa também por concluir a barragem de Camacupa, uma mini-hidrica de três megawatts, avaliada em 19 milhões de dólares, oito dos quais já pagos.

O projecto, cujas obras foram interrompidas nos últimos anos devido à crise, vai ser retomada agora no âmbito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM).

Referiu trata-se de uma barragem que, quando foi projectada, poderia atender as necessidades de Camacupa, mas com o crescimento da demanda, a capacidade será insuficiente para resposta ao consumo de Camacupa e outros municípios, principalmente Catabola.

Apesar de vir a gerar apenas três megawatts, disse que a mini-hídrica dará um contributo importante no processo de interligação, porque vai ajudar a melhorar também o fornecimento de energia a Camacupa e Catabola.

De acordo com o ministro João Baptista Borges, a médio prazo o objectivo será interligar Cuito/Catabola  e Cuito/Kunhinga, projectos a serem concluídos entre cinco e seis anos.

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