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17 Outubro de 2019 | 17h58 - Actualizado em 17 Outubro de 2019 | 18h01

Namíbia reafirma interesse em ligar-se a Angola por via férrea

Lubango - O embaixador da Namíbia em Angola, Patrick Nandago, reafirmou hoje, quinta-feira, no Lubango o interesse do seu país em expandir a ligação ferroviária dos dois países, através do ramal de Tchamutete, município da Jamba (Huíla), à fronteira de Santa Clara, visando intensificarem as trocas comerciais.

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Embaixador da Namíbia,Patrick Nandago

Foto: José Filipe

O diplomata, que falava durante um encontro mantido com o governador provincial da Huíla, Luís Nunes, à margem do fórum “Invest Huíla”, disse que o caminho-de-ferro do seu país chega até a Santa Clara, pelo que, para a materialização da intenção, Angola precisa fazer chegar o CFM à fronteira, a fim de aumentar o corredor de novos bens para o município do Lubango.

Afirmou que vários produtos provenientes da Namíbia chegam a Angola por via rodoviária e muita vezes tem sido um dos factores que contribuem para a má conservação das estradas, pelo que o caminho de ferro deve ser a via principal para transportar os produtos e as estradas alternativas.

“Todos os esforços estão a ser feitos para que o projecto seja finalizado e vamos ter, nos próximos dias, a ida do ministro dos Transportes a visitar o seu homologo de Angola para abordar a finalização da extensão da linha férrea de Tchamutete para Santa Clara”, realçou.

O embaixador manifestou igualmente o interesse do seu país na exportação de gado reprodutor  e de carne, sendo que esteve uma equipa da agricultura para finalizar o acordo e ajudar os criadores angolanos a aumentarem a sua capacidade pecuária em Angola.

Patrick Nandago salientou terem ainda um acordo de cooperação entre os dois ministérios da Educação, que passa pelo disponibilização  de professores angolanos para a Namíbia, para poderem ensinar a língua portuguesa, uma vez que o seu país tem o português como segunda língua.

Fez saber que existem perto de 40 acordos de cooperação assinados entre os dois países, nos sectores da agricultura, indústria, comércio, educação, saúde, turismo entre outros, entre os alguns alguns estão activos e outros pendentes, aguardando por um reactivamento.

“Os empresários namibianos estão prontos para vir investir, com capital financeiro, know how, principalmente no sector da agricultura e, como governantes, devemos criar um meio ambiente para existir uma fluidez de negócios”, referiu.  

Por sua vez o governador, Luís Nunes, salientou estarem a trabalhar para a capitação de investimento privado, tanto nacional como estrangeiro para ver se conseguem resolver o problema do desemprego na província, daí a realização do Invest Huíla.

“Sabemos que existe uma vontade forte da classe empresarial da Namíbia de investir em Angola, em particular na Huíla, Estamos a contar com isso”, acrescentou.

Os dois Estados partilham ao sul de Angola uma fronteira terrestre de mil e 376 quilómetros e, desde 2007, a circulação de cidadãos dos dois países, nesta zona, é parcialmente livre.

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