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21 Outubro de 2019 | 17h05 - Actualizado em 22 Outubro de 2019 | 08h17

Comércio defende parceria para escoamento de produtos

Luanda - O secretário de Estado do Comércio, Amadeu Nunes, defendeu hoje a existência de uma parceria cidade-campo, para dar resposta aos problemas ligados ao escoamento da produção interna e valorizar as culturas e produtos locais.

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Parcerias são necessárias para escoar produção

Foto: Clemente dos Santos

Ao falar na abertura do 13ª Conselho Consultivo do Ministério do Comércio, sublinhou ser necessário estimular o empreendedorismo no meio rural, incentivar a criação de infra-estruturas sociais e económicas, potenciar os agricultores com “in pts”, aumentar a produção e fundamentalmente reduzir a importação de produtos de origem agro-pecuária.

Amadeu Nunes salientou que o sector do comércio é preponderante para dinamizar o mercado e a economia angolana, constituindo-se num motor para alavancar o aumento da produção e a diversificação da produção, quer para o consumo interno, quer para a exportação.

Considerou ser um sector fundamental na geração de empregos e terá um papel crucial na luta pela redução da taxa de desemprego e criação de novos postos de trabalho, bem como na garantia de preços justos para os consumidores e no abastecimento de produtos.

Noutra vertente do seu discurso, o secretário de Estado disse que a acção inspectiva é fundamental, para evitar-se a especulação e o desrespeito às normas vigentes no país.

De acordo com o responsável, recai sobre os servidores públicos, sector privado e todos que intervém na cadeia a responsabilidade e as ferramentas estatutárias, com as possibilidades de contribuir para mitigar as duas maiores preocupações da população o aumento dos preços dos bens essenciais e o desemprego.

Informou que a agenda do Minco para 2020 reserva, além do Programa do Comércio rural, uma medida de política importante para garantia do equilíbrio da oferta de bens no mercado e a estabilidade dos preços.

Acrescentou que se trata da Reserva Estratégica Alimentar do Estado, que estima adquirir anualmente 400 mil toneladas, com ênfase para compras no mercado interno primordialmente.

 “Temos consciência de que as condições de trabalho continuam a ser difíceis, que os recursos do Estado estão escassos, mas isso não pode ser motivo para desencorajar-nos, pois estamos convictos e conscientes dos sacrifícios que ainda teremos que fazer no sentido de contribuirmos positivamente na edificação de um mercado cada vez mais regulamentado e formalizado em Angola”, frisou.

Em relação aos Operadores Logísticos da Distribuição Moderna, disse tratar-se de parceiros sociais do Estado angolano na implementação das políticas de abastecimento dos produtos essenciais à população.

Amadeu Nunes reitera apoio institucional do Ministério do Comércio às iniciativas que visam garantir o bem-estar social, segurança alimentar, estabilidade económica, criação de empregos e as acções cada vez mais necessárias de responsabilidade social das empresas, como um marco empresarial estratégico de partilhar as experiencias e sucessos de negócio com as pessoas e comunidades.

A 2ª sessão ordinária anual, do seu 13º Conselho Consultivo Alargado Ministério do Comércio, sob o lema "O desafio do escoamento da produção e a diversificação da oferta interna de bens", decorre na Escola Nacional de Administração Pública (ENAPP).

O Conselho Consultivo tem por objectivos contribuir para o desenvolvimento sustentável do mercado e do ambiente de negócios em Angola, assegurando o comércio e a prestação de serviços mercantis, baseados na competitividade,  disponibilidade e no acesso a alimentos e bens de qualidade, de modo a satisfazer as expectativas dos clientes e consumidores, no período de 2018 a 2022.

O Ministério do Comércio é o órgão auxiliar do Titular do Poder Executivo ao qual compete propor, formular, conduzir, executar, avaliar, controlar e fiscalizar a política do Executivo no domínio do comércio, prestação de serviços mercantis, comércio rural e da reserva estratégica alimentar.

 
 

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