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20 Janeiro de 2020 | 22h11 - Actualizado em 20 Janeiro de 2020 | 22h10

Huíla: Vendedores querem energia e água no mercado informal do Mutundo

Lubango - A falta de energia da rede pública, água corrente, assim como os "excessos" da fiscalização e insistência de alguns comerciantes em venderem a beira das estradas, são algumas das dificuldades apresentadas hoje, segunda-feira, nesta cidade por vendedores do mercado informal do Mutundo, maior do sul de Angola, fixado no Lubango, ao governador da Huíla, Luís Nunes.

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Huíla: vendedores em mercado

Foto: Morais Silva

As preocupações foram apresentadas durante uma visita de constatação à estrutura, em que Luís Nunes inspeccionou a administração do mercado, os postos policial e médico, barracas, bancadas, matadouros e armazéns, bem como interagiu com alguns vendedores para ouvir os seus principais problemas.  

A vendedeira, Laurinda Chateia disse que o seu negócio não tem adesão de clientes, devido aos outros colegas que comercializam fora do circuito das bancadas e desde 2011, altura em que foi trabalhar no mercado, há o registo da falta de clientes, por causa das pessoas que vendem ao lado da estrada.

“Os fiscais deviam apertar mais os vendedores que comercializam fora para virem para dentro, nós pagamos mil e 600 Kwanzas mensalmente e os que vendem fora pagam cem Kwanzas diários. Os vendedores do antigo João de Almeida vendem nos portões e acabam por tirar todos os nossos clientes”, afirmou. 

Realçou que precisam igualmente de melhores condições no mercado, como energia e água corrente, bens que fazem falta no local, assim como uma melhor organização. 

Emília Candeia, outra vendedeira,  mostrou-se insatisfeita com a actuação de alguns fiscais, na cobrança das taxas, chegando até a reter os seus produtos, de forma brusca, caso não paguem a ficha diária.

“As vezes não temos dinheiro para pagar e os fiscais não entendem. Eles embargam e levam o nosso negócio e não querem saber das justificações e as pessoas quando não têm lugar dentro do mercado, a partir das 18 horas do dia vendem nas estradas, correndo muitos riscos”, disse.   

O administrador do mercado, Nelito Chilume lamentou a existência de vendedores que insistem em fixar-se em zonas impróprias, danificando os passeios e outros bens públicos, esquecendo-se que são os principais alvos das consequências que resultam dos referidos comportamentos que a administração desencoraja diariamente.

Já o administrador do Lubango, Armando Vieira, afirmou que a visita do governador ao mercado consolida a governação participativa, por se tratar de uma estrutura com uma “grande” franja populacional, que arrecada actualmente perto de oito milhões de kwanzas mensais.

“Ouvimos diversas pessoas a clamarem por água e energia, vamos responder nos próximos tempos de forma a satisfazer os anseios da população, assim como vamos ver se vai ser possível melhorar os serviços e ampliar o posto de saúde, que esta a ser pequeno pela demanda populacional, de forma a poder responder possíveis situações que possam surgir durante a permanência das pessoas no local.

Em relação aos supostos “excessos” dos fiscais na cobrança das taxas, o administrador justificou que os mesmos fazem o seu trabalho e as pessoas não gostam da pressão feita por eles, mas, no entanto, vão averiguar se existe realmente abusos por parte dos mesmos.

O mercado do Mutundo, inaugurando em 2011, esta localizado ao norte da cidade do Lubango  e ocupa uma área de 84 hectares. Tem a capacidade de 6 845 lugares, dos quais 5942 ocupados e 913 desocupados por falta de adesão dos mercadores que se recusam em ocupá-las, preferindo exercer a sua actividade em lugares inapropriados.

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