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02 Abril de 2020 | 17h25 - Actualizado em 02 Abril de 2020 | 17h30

Covid-19: Clientes desrespeitam medidas de prevenção

Dundo- O único supermercado na província da Lunda Norte regista longas filas e desrespeito as medidas de prevenção contra o Coronavírus (Covid-19), por parte dos clientes, segundo constatou hoje, quinta-feira, à Angop.

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Clientes de todos os extractos sociais, desprevenidos,  sem no mínimo uma máscara de protecção, fazem filas sem respeitar o limite de distância (dois metros), o que torna inevitável o contacto físico.

A maioria dos clientes são vendedores ambulantes que vão em busca de produtos da cesta básica, sobretudo legumes, frutas e frango congelado, para revenderem.

A funcionária pública Maria Manuel disse ser insuportável suportar a fila, mas não tem opção, uma vez que a província dispõe de um único supermercado.

Disse estar a sujeitar-se às longas filas porque levantou tarde o  salário, factor que condicionou a aquisição dos bens essências e/ou da primeira necessidade.

Já o mecânico Júlio Gaspar disse ser o segundo dia que suporta a fila e defende a abertura de mais supermercados para se evitar situações do género.

Reconhece o perigo que corre, mas a falta de alimentação em casa o obriga a correr tal risco.

A vendedora ambulante  Rosa Txipema  disse desconhecer as medidas de prevenção e do Coronavírus,  defendendo  mais sensibilização sobre o assunto em línguas nacionais, principalmente na periferia, para facilitar a compreensão dos cidadãos.

O mesmo cenário regista-se nos balcões do Banco de Poupança e Crédito (BPC), BCI, BIC e SOL  onde os clientes alegam o levantamento tardio dos salários devido a enchente que se regista desde a entrada em vigor do Estado de Emergência,  como causa do aglomerado.

Habitantes do Mussungue dão exemplo de cidadania

Ao contrário do que se regista em alguns municípios da Lunda Norte, os habitantes da Centralidade do Mussungue cumprem rigorosamente o Estado de Mergência, decretado no Dia 27 de Março, pelo Presidente da República, no âmbito das medidas de prevenção e contenção da propagação do Covid-19.

Angola observa desde o dia 27 de Março,  um regime de excepção que restringe, durante 15 dias, direitos fundamentais dos cidadãos, como a livre circulação e conglomerados populacionais, o que não está a ser cumprido a rigor em todo o país.  

Entre outras medidas, ficam interditas, nesse regime de Estado de Emergência, a circulação de moto-táxis, a venda de bens não essenciais nos mercados informais e a venda concentrada na via pública ou locais inapropriados.

Os cidadãos remeteram-se ao acolhimento domiciliar, tornando as ruas desérticas,  facilitando o trabalho dos efectivos de defesa e segurança.

Na zona comercial, por exemplo, onde normalmente se regista um aglomerado de pessoas, o cenário é diferente, as lojas abrem às 7h00 e encerram às 13h00, com todas as medidas de prevenção.

As lojas atendem dois clientes de cada vez, enquanto outros ficam na fila (menos de 15 pessoas), com uma distância de dois metros,  aguardando.

Os proprietários das lojas colocaram à disposição dos clientes água,  sabão e álcool etílico,  para desinfectar as mãos antes de entrar.

Actualmente, o número de cidadãos em quarentena na província da Lunda Norte é de 37, sendo dois institucionais e 35 domiciliares.

Angola continua com o registo de 8 casos positivos do Covid-19,  dos quais dois mortos e um recuperado.

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