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18 Julho de 2020 | 10h56 - Actualizado em 18 Julho de 2020 | 10h56

Huíla aposta no relançamento do perímetro irrigado das Gangelas

Lubango - O governo provincial da Huíla estuda um novo modelo para relançar a produção no perímetro irrigado da Gangelas, no município da Chibia, com mil e 200 hectares.

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barragem das Gangelas

Foto: Morais Silva

O perímetro  paralisado há três anos possui uma área bruta de produção de dois mil hectares aráveis, suportados por dois canais de irrigação com 24 quilómetros. Beneficiou de obras financiadas pelo governo no âmbito da parceria económica como a China, orçadas em 28 milhões de dólares.

O funcionamento pleno do perímetro estava previsto para 2018 e as projecções apontavam para uma produção de 48 mil toneladas/ano de produtos diversos. É o segundo perímetro irrigado da província, depois do da Matala, com mais de 11 mil hectares, o maior do país.

Reabilitada entre 2007 a 2009, a barragem das Gangelas dispõe de uma albufeira com capacidade para retenção de três milhões de metros cúbicos de água, uma bacia de dissipação, um dique de derivação, estação de bombagem, unidade de bombeamento, assim como dois canais que se estendem por 24 quilómetros.

A barragem dispõe ainda de um central eléctrica, que a funcionar em pleno, produziria 1,2 megawatts, consumindo  6,5 metros cúbicos de água por segundo, já que o menor dos grupos com capacidade de produção de 0,4 megawatts consome 2,4 e o maior (0,8MW) 4,1 metros cúbicos, mas a sua instalação não chegou a ser concluída.

A propósito, a vice-governadora para o sector social, económico e político da Huíla, Maria João Chipalavela, admitiu que está em estudo uma nova política de gestão, tendo como foco encontrar interessados na exploração do perímetro.

“Os perímetros são uma grande prioridade para a produção de alimemntos e ainda este ano deve ser entregue a investidores privados, para a retoma da produção”, disse.

Para o  administrador-adjunto para a área social e comunitário, Eduardo Cumena, um novo modelo de gestão da barragem das Gangelas e a rentabilização dos seus canais de irrigação está em estudo, a fim de reactivar e organizar as infra-estruturas de apoio à produção.

Pretende-se, também, evitar conflitos na distribuição de água entre a população e os agricultores, pois, de acordo com o responsável, até a sua paralisação, recebiam quase todos os dias reclamações em relação ao acesso a água, desde para o consumo humano, abeberamento do gado, até ao regadio.

Por seu turno, o presidente do grupo empresarial agrícola da Huíla Jardins da Yoba, João Saraiva, que opera na Chibia, manifestou interesse em  gerir à produção no perímetro.

O produtor ressalta a potencialidade da zona e lamenta o grau de subaproveitamento a que está sujeito, não obstante os avultados investimentos feitos pelo Estado.

Essencialmente agro-pecuário, o município da Chibia situa-se a 42 quilómetros a sul do Lubango e  possui uma população estimada em 206 mil habitantes.

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