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21 Julho de 2020 | 13h49 - Actualizado em 21 Julho de 2020 | 13h49

Responsável defende novas abordagens na rentabilização dos solos

Huambo - As soluções para as necessidades de fertilizantes químicos visando a garantia da produção agrícola carece de uma nova abordagem, em função das dificuldades financeiras que o país enfrenta, de acordo com o director do Gabinete da Agricultura na província do Huambo, Tony Camuti.

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Em declarações hoje, terça-feira, à ANGOP, para abordar as necessidade de fertilizantes para época agrícola 2020/2021, disse tratar-se de um pressuposto importante para a importação do produto em grandes quantidades e de forma regular.

Tonty Camuti referiu que, em termos de fertilizantes, a província está aquém das capacidades financeiras para garantir a sua disposição em grandes quantidades e de de forma regular aos camponeses, de modo a desenvolvem com normalidade a sua actividade.

O responsável disse que o planalto central, com 247 mil famílias camponesas, carece em média, todos os anos, 80 mil toneladas de fertilizantes, para permitir que cada família receba 400 quilos para cultivar um hectar e ter como resultado quatro toneladas de produção.

Segundo o directir da Agricultura, o país não está em condições de satisfazer estas necessidades, a julgar pela actual realidade macro-económica, resultante da baixa do preço do petróleo no mercado internacional, agravada pela pandemia covid-19.

Por este facto, Tony Camuti considera ser fundamental uma nova abordam  na busca de soluções para as necessidades de fertilizantes no país, sensibilizando, deste modo, os camponeses sobre a utilização do adubo orgânico.

Neste vertente, enfatizou, a província do Huambo tem vantagem, por possuir uma fábrica de adubo orgânico no município do Longonjo, além de incentivar os camponeses à confecção do produto de forma artesanal, pois que a uso do adubo químico sem as recomendações desejadas, do ponto de vista técnico e científico, pode degradar os solos e, por conseguinte, comprometer os níveis de produção.

“É o caso dos solos da província, na sua maioria estão viciados com a adubação química, que para a sua regeneração é necessário a aplicação do adubo orgânico”, referiu.

O responsável adiantou que a problemática dos solos desta região tem haver com o nível elevado de acidez, por causa das fortes chuvas que caem, arrastando as unidades orgânicas, necessitando, por isso, da sua correcção com a utilização de calcário dolomítrico, composto por magnésio, que é produzido na província da Huila.

Diante desta realidade, acrescentou, mais do que a utilização do adubo químico, ante as dificuldades de aquisição, o ideal é fazer recurso a adubação orgânica e produtos para a correcção dos solos, de fácil acesso e produção a nível do país, no sentido de se recuperar os níveis de fertilidade dos solos.

Noutra parte da sua entrevista, o director da agricultura mostrou-se optimista pela criação de condições para o êxito da próxima campanha agrícola, em função dos esforços que estão a ser envidados pelo Governo.

Entre as acções, destacou as 21 medidas traçadas para aliviar o impactos negativo causado pela covid-19, com realçe para o apoio à agricultura familiar, com o apoio do fundo de desenvolvimento agrícola, cujo financiamento está orçado em 15 mil  milhões de kwanzas, e o Banco de Desenvolvimento Angolano (BDA), com mais de 13 mil milhões.

Em termos de preparação da campanha agrícola 2020/2021, assegurou que as acções decorrem a bom ritmo, com a elaboração de estratégias para que as 247 mil famílias camponesas sejam beneficiadas com imputes.

Assuntos Província » Huambo  

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