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28 Julho de 2020 | 12h31 - Actualizado em 28 Julho de 2020 | 12h31

Agricultores querem incentivos para relançar produção do arroz

Caála - Os membros da cooperativa Longueve, no município da Caála (Huambo) solicitaram, esta terça-feira, as autoridades governamentais mais incentivos para relançar a produção do arroz na localidade, face aos desafios de segurança alimentar.

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Em declarações à ANGOP, o presidente da agremiação agrícola, Herculano Francisco Bongo, disse que existe “muita vontade” por parte dos 56 membros da cooperativa em aumentar os níveis de produção de arroz, mas a falta de insumos mecânicos está a condicionar o desenvolvimento da actividade.

Segundo o responsável, a cooperativa do Longueve tem uma área definida de 500 hectares de terra para a produção de arroz, mas a falta de tractores para a lavoura fez com os mesmos trabalhassem apenas em 25 hectares, com uma previsão para colher 150 toneladas.

Herculano Francisco Bongo lembrou que, em 2019, foram colhidas, numa área de 25 hectares, quatro mil e 200 quilogramas de arroz, uma safra muito ainda assim aquém das previsões por causa das chuvas que devastaram parte da produção deste cereal, cuja qualidade tem merecido boa aceitação por parte dos consumidores.

Por este facto, disse o agricultor, têm estado muito dependente dos meios (tractores) da Extensão de Desenvolvimento Agrário (EDA) que,  de igual modo, têm disponibilizado fertilizantes para incentivar a cultura do arroz.

Informou que esta área de cultivo está localizada na zona do Longueve, sendo atravessada pelo rio Konhoñgomama, mas que apesar das fortes potencialidades que apresenta debate-se com a falta de insumos para estimular os níveis de produção.

O presidente da cooperativa do Longueve acrescentou que a falta insumos mecânicos está a impossibilitar a produção em condições desejadas e, por conseguinte, melhorar a qualidade de vida dos 56 membros da organização agrícola.  

A título de exemplo, citou que um quilograma de arroz produzido pela cooperativa pode ser vendido entre 600 a 800 Kwanzas, valor que permite compensar o esforço do produtor deste cereal.

Criada em 2014, esta é a única cooperativa que se dedica à produção exclusiva de arroz no município da Caála, conhecido no passado como “Rainha do Milho”.

Por seu turno, o director da EDA do município da Caála, Pinto Bolica, admitiu ter existido uma baixa substancial da produção de arroz, este ano, devido as fortes chuvas que inundaram as áreas de cultivo da única cooperativa de produção deste cereal, dai a necessitar de maiores incentivos para relançar a produção.

Com três mil e 680 metros quadrados de extensão territorial, a municipalidade possui uma população de 342 mil e 463 habitantes, maioritariamente camponesa.

Assuntos Província » Huambo  

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