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29 Julho de 2020 | 10h56 - Actualizado em 29 Julho de 2020 | 10h56

Cooperativa Eteko diversifica produção agrícola na Catumbela

Catumbela - A Cooperativa Agrícola Eteko tem como meta para este ano ajudar mil e seis famílias camponesas da comuna da Gama, município da Catumbela, a ter uma fonte de renda permanente.

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Na presente campanha, a cooperativa está a produzir numa área de mais de 17 hectares, para uma colheita de mil e 18 toneladas de produtos diversos, apurou a ANGOP.

Segundo o presidente da cooperativa, Alberto Mujanga, que falava hoje à Angop, o Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI) trouxe algum alento à cooperativa, ao produzir 480 toneladas de banana, 408 de milho, 66 de batata-doce, uma tonelada e meia de cebola e três de repolho, no perímetro agrário da comuna do Gama, na Catumbela.

Alberto Mujanga, presidente da cooperativa, desde 2001, admite que a produção pode aumentar para duas mil toneladas/ano, caso o Governo Provincial de Benguela autorize os 98 associados a explorarem os mais de 100 hectares de terras agricultáveis, abandonados há mais de 20 anos, naquele perímetro irrigado.

Ressalta a necessidade de instalação de 10 electro-bombas, com capacidade de seis cavalos, cada, para que a cooperativa atinja outros patamares, já que as 20 moto-bombas que, actualmente, funcionam, são insuficientes para levar água para todo o canal.

A redução dos preços dos fertilizantes, a aquisição de um tractor para a mecanização agrícola e a implantação de uma moagem, são outras acções que, na óptica do entrevistado, ajudariam a alavancar a produção no Gama, porque minimizaria os custos.

Considera um entrave para a produção agrícola na Catumbela o facto de os camponeses estarem a comprar, nos armazéns, o saco de adubo de 50 quilogramas ao preço de 21 mil kwanzas, contra cinco mil kwanzas que anteriormente pagavam, quando o governo fornecia os insumos, através do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA).

“A falta de fertilizantes é uma dor de cabeça, porque os preços nos armazéns são exorbitantes”, reclama o agricultor, que ainda inclui na lista das preocupações dos pequenos produtores no Gama a falta de tractores, uma situação que faz ainda trabalhar manualmente grandes extensões de terras.

Mesmo assim, Alberto Yambi garante que as mais de mil toneladas de cereais, tubérculos e hortaliças que a cooperativa produz anualmente têm ajudado a que os mil e seis agregados familiares superem o drama da fome e da pobreza naquela comunidade rural.

Tanto mais que, disse, o escoamento da produção está facilitado, tendo em conta o aumento da procura, cada vez maior, da parte das vendedeiras da comuna do Gama que, atraídas pela qualidade da banana, do milho e da batata-doce, compram os produtos para revendê-los no mercado informal.

O líder daquela cooperativa ainda vangloria-se da façanha dos camponeses pela reabilitação de mil e 500 metros da vala de irrigação, contribuindo com 351 mil kwanzas, gastos na compra de 2.600 litros de gasóleo para uma máquina cedida pela empresa DT Agro, que interveio na operação.

Autoridades prometem melhores dias

Atraído pela pujança dos 98 associados da cooperativa Eteko, dos quais se destacam 37 mulheres camponesas, o administrador municipal da Catumbela, Fernando Belo, visitou recentemente os vários hectares já cultivados e, na ocasião, reconheceu o trabalho dos cooperadores, daí ter prometido resolver os problemas relacionados com a falta de água no canal.

Antes de apelar os associados a trabalharem de “mãos dadas”, para o combate à fome e à pobreza, Fernando Belo assumiu o compromisso de ajudar a cooperativa a conseguir algumas electro-bombas, de forma a aumentar a oferta de água e, com isso, alavancar a produção agrícola naquela área estratégica do município da Catumbela.

Atravessada pela Estrada Nacional EN100, entre Benguela e Lobito, a comuna do Gama surgiu na sequência da Lei nº 32/2011, de 5 de Outubro, que elevou a então comuna da Catumbela a categoria de município.

Actualmente, a localidade tem uma população estimada em mais de 49 mil habitantes e as principais actividades económicas são a agricultura e as pescas.

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