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18 Outubro de 2019 | 10h41 - Actualizado em 18 Outubro de 2019 | 10h41

Benguelenses esclarecidos sobre novo plano curricular

Benguela - Directores de escolas, docentes e representantes da sociedade civil, na província de Benguela, foram hoje esclarecidos sobre a proposta de novo plano curricular, que visa melhorar a qualidade do ensino e proporcionar uma aprendizagem diferenciada ao aluno.

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Docentes e estudantes (arquivo)

Foto: Frederico Herculano

O encontro, promovido pela Direcção Provincial da Educação, insere-se no Inquérito Nacional de Adequação Curricular que culmina em 2022 (INACUA) e permitiu abordagens sobre educação pré-escolar, ensino primário, educação de adultos, do I e II ciclos do ensino secundário, entre outros.

Ao intervir no acto, o director provincial da Educação, Evaristo Calopa Mário, disse que desde Fevereiro de 2018, o Ministério da Educação está empenhado nas acções curriculares resumidas em dois programas articulados, sendo a actualização e a adequação curricular que envolve as matérias pedagógicas dos diferentes ciclos do ensino.

O director salientou que, no âmbito do INACUA, foi realizada, entre Novembro e Dezembro de 2018, uma consulta pública que visou a obtenção de contribuições da sociedade para estruturar as referências curriculares diversificadas e melhorar a qualidade do ensino e aprendizagem.

“Com o resultado do inquérito foi possível a elaboração das propostas dos novos planos de estudo que hoje serão objecto de análise e discussão, para se melhorar a qualidade do ensino, de modo a estar mais contextualizado e adequado à realidade educativa angolana, abordando os conhecimentos, habilidades, atitudes, valores e ética “, disse.

Evaristo Calopa referiu ainda que, quanto ao programa de actualização curricular, estendeu-se até Fevereiro do ano em curso, onde foram revisados todo material curricular, particularmente o da iniciação e do ensino primário, com a correcção de erros detectados ao longo dos anos da sua vigência, bem como a superação de insuficiência de âmbito metodológico e epistemológico.

“O Ministério, de 2004 a 2011, introduziu faseadamente novos materiais curriculares no sistema de ensino, elaborados no quadro da segunda reforma educativa, nomeadamente plano curricular, programa, livros escolares, cadernos de actividade, guia dos professores, materiais de avaliação, entre outros, sobre os quais a avaliação global de 2014 recomendou a sua revisão”, disse.

Deu a conhecer que, o programa de actualização curricular 2018/2025, corporiza duas etapas de implementação, sendo a primeira de 2018 a 2021, que comporta a criação de condições didácticas e pedagógicas, onde já foram realizadas acções como a apresentação e discussão pública da proposta do livro escolar e curricular, bem como o inquérito nacional de adequação curricular em Angola.

Segundo o director, de 2022 a 2025, prevê-se a implementação da segunda etapa, reservada a realização de forma faseada de actividades de mudanças pragmática no domínio da educação escolarizada, consubstanciada na experimentação, avaliação, correcção e generalização dos novos materiais curriculares.

Para o responsável, trata-se de um processo que visa assegurar uma gestão flexível do currículo, de forma que a escola, dentro dos seus limites, tenha a possibilidade de alocar os saberes locais e regionais juntamente com os universais.

Recordou que o Estado angolano tem no sector da Educação uma das prioridades de política social, pelo que procura implementar uma educação inclusiva e integradora, equitativa e de qualidade.

Por seu lado, a decana do Instituto Superior de Ciências da Educação (Isced) em Benguela, Conceição Barbosa, frisou que o encontro visou adaptar os mecanismos para conformação das políticas educacionais, no caso o currículo, que é uma das ferramenta de base para se promover um processo educativo de qualidade.

“A que se considerar o processo educativo na sua multi-dimensionalidade e nesta altura aprecia-se a revisão da estrutura curricular dos cursos, desde os planos de estudo de cada uma das unidades curriculares, quer seja na sua articulação horizontal como vertical”, referiu.

Para si, é importante reflectir-se com profundidade a questão da monodocência, porque há uma avaliação da mesma no subsistema que engloba a 5ª e a 6ª classes, onde são colocados novos desafios ao processo de formação de professores, de tal forma que os professores do ensino primário deixam de ser formados num paradigma de disciplina para terem um outro multidisciplinar que conforme este subsistema.

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