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19 Junho de 2017 | 05h46 - Actualizado em 19 Junho de 2017 | 07h46

França: Partido de Macron derrota oposição nas eleições legislativas

Paris - Com a sua promessa de renovação da vida política e muitas reformas, o movimento do presidente Emmanuel Macron obteve no domingo uma maioria absoluta esmagadora nas eleições legislativas na França.

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A República em Marcha (LREM) de Macron, movimento criado há pouco mais de um ano, e o seu aliado centrista do MoDem barraram os principais partidos históricos de esquerda e direita com cerca de 341 assentos de 577, muito mais do que os 289 necessários para a maioria absoluta, segundo as estimativas preliminares publicadas pelos institutos de opinião.

Embora folgada, a vitória é inferior às previsões de pesquisas recentes que chegaram a apontar até 470 assentos aos centristas.

Essa votação destacou-se por um índice recorde de abstenção, que deve ultrapassar os 56,83 porcento, segundo resultados quase definitivos. A vitória anunciada do partido do presidente, juntamente com um desinteresse crescente pela política, dissuadiu muitos eleitores de comparecer às urnas.

" Há um ano, ninguém teria imaginado uma renovação política semelhante", comemoru o primeiro-ministro, Edouard Philippe.

A mudança na Assembleia Nacional salta aos olhos: metade dos novos deputados nunca ocupou cargos legislativos e procede da sociedade civil, haverá muitos mais jovens e mulheres, e uma maior diversidade étnica.

Na opinião do professor de Direito Constitucional Didier Maus, "tirou-se tudo o que representava o sistema anterior e se está tentando outra coisa". Essas eleições desembocam na "maior renovação do elenco político desde 1958, e talvez 1945".

O presidente mais jovem da história da França - tem 39 anos -, e praticamente desconhecido há apenas três anos, estabeleceu como prioridade reformar todo o país com um leque de propostas socioliberais.

A nova Assembleia Nacional começará a votar três projectos de lei: um sobre a moralização da vida pública - após uma campanha desencadeada por diferentes escândalos político-financeiros - outro para reforçar as medidas de segurança contra o terrorismo e um terceiro sobre a reforma das leis trabalhistas.

Com esta vitória, o europeísta Emmanuel Macron ficará em posição de força na quinta e sexta-feira, durante a reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas.

Em pouco mais de um mês como presidente, Macron ganhou reputação internacional de homem carismático. Todos guardaram a imagem de seu firme aperto de mãos com o presidente americano, Donald Trump - interpretado como um desafio - e a sua liderança mundial na luta contra as mudanças climáticas quando os Estados Unidos decidiram deixar o acordo.

Internamente, há quem diga que a vitória eleitoral nas legislativas se deve unicamente à sua personalidade arrebatadora.

Da Alemanha, Angela Merkel saudou a maioria parlamentar, segundo o porta-voz da chanceler alemã. Seu ministro das Relações Exteriores, Sigmar Gabriel, afirmou que o caminho está agora "livre para as reformas".

Os demais partidos terão que se contentar com esses resultados fracos.  A aliança dos conservadores obteve 135 deputados, dos quais uma parte está disposta a apoiar o partido de Macron.

"É mais que uma derrota, é o final de uma época", comentou a ex-ministra de direita Valérie Pécresse.

Os socialistas perderam a maioria e ficaram com 43 assentos após o impopular governo de François Hollande, marcado pelo desemprego e pelos atentados extremistas.

O partido de ultradireita Frente Nacional (FN) passa de dois para oito assentos. A sua líder, Marine Le Pen, finalista com Macron nas eleições presidenciais de Maio, sobrevive à hecatombe, com o seu primeiro mandato parlamentar. Uma vitória amarga para quem queria liderar o primeiro partido da oposição e sequer terá um grupo parlamentar próprio.

"Fui eleita com um excelente resultado", disse Le Pen, que, aos 48 anos, representará na Assembleia Nacional o seu reduto de Hénin-Beaumont.

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