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11 Agosto de 2017 | 18h49 - Actualizado em 11 Agosto de 2017 | 18h49

Cresce apelos para Seul desenvolver seu próprio arsenal

Seul - À medida que cresce a disputa entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, multiplicam-se em Seul os apelos para que a Coreia do Sul desenvolva o seu próprio arsenal nuclear, uma iniciativa que pode complicar ainda mais a situação na região.

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Bandeira da Coreia do Sul

Foto: foto divulgação


A Coreia do Sul acolhe 28.500 soldados americanos estacionados no território para defender o país contra o seu vizinho do norte.
               
Seul não tem direito a fabricar as suas próprias armas nucleares desde a assinatura, em 1974, de um tratado sobre energia atômica com Washington que, em compensação, protege os sul-coreanos com o seu "guarda-chuva nuclear".
            
Em meio às constantes ameaças, por parte de Pyongyang, de transformar Seul num "mar de chamas", são cada vez mais maiores as dúvidas sobre a vontade real de Washington de defender a Coreia do
Sul, ainda que pondo em perigo algumas cidades americanas.
       
Nos últimos tempos, os meios de comunicação encabeçam uma campanha para pedir às autoridades que mudem de estratégia. A Coreia do Sul é um país de ponta em termos tecnológicos e, segundo
analistas, poderia fabricar uma bomba nuclear em questão de meses.

"Chegou a hora de considerar as armas nucleares", escreveu nesta sexta-feira o jornal "Korea Herald".
               
"A confiança no 'guarda-chuva' americano pode sofrer abalo", alerta o jornal, que incentiva Washington a posicionar armas nucleares no Sul, caso Seul não queira desenvolver o seu próprio arsenal nuclear.
               
Depois da Guerra da Coreia (1950-1953), o governo dos Estados Unidos posicionou armas atômicas no Sul, mas acabou por retirá-las depois que as duas Coreias se comprometeram, em 1991, com a
desnuclearização da península.
               
Quinze anos depois, em 2006, Pyongyang realizou o seu primeiro teste nuclear e, em 2009, renunciou oficialmente a esse compromisso.
               
As tensões cresceram entre Estados Unidos e Coreia do Norte nos últimos meses, alcançando um clímax quando o presidente Donald Trump prometeu esta semana "fogo e fúria" contra Pyongyang, se o regime comunista manter a ameaça ao seu país.
        

Assuntos Nuclear  

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