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14 Fevereiro de 2018 | 17h31 - Actualizado em 14 Fevereiro de 2018 | 17h31

Comunidade internacional promete biliões de dólares para reconstruir Iraque

Cidade do Koweit - Os aliados do Iraque comprometeram-se, nesta quarta-feira, a desbloquear biliões de dólares em empréstimos e investimentos para ajudar na reconstrução do país, após três anos de guerra contra o grupo Estado Islâmico (EI).

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Iraque: Aliados prometem apoio para a reconstução

Foto: Digulgação


No terceiro e último dia da conferência internacional sobre a reconstrução do Iraque no Koweit, as promessas somam 30 biliões de dólares. Bagdad espera muito da comunidade internacional para esse projecto titânico, avaliado em 88 biliões de dólares.
            
Devastado por décadas de guerras e por um longo embargo, o Iraque proclamou em Dezembro a "vitória" sobre o EI, que conquistou um terço do país a partir de 2014. A ameaça de ataques não desapareceu, porém, e milhares de infraestruturas estão destruídas, e 2,5 milhões de pessoas, deslocadas.

Nesta quarta-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres, convidou a comunidade internacional a "apoiar os esforços" para reconstruir o Iraque.

"O mundo inteiro está em dívida por sua luta contra a ameaça global do Daesh (acrônimo em árabe para EI)", disse Guterres.
          
"É hora de expressar a nossa gratidão e solidariedade com o povo iraquiano", convocou.

A maior parte da ajuda prometida até agora vem da Grã-Bretanha (1 bilião de dólares por ano em créditos de exportação em dez anos) e da Turquia (5 biliões), contribuições divididas em empréstimos e em investimentos.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, anunciou 400 milhões de dólares em apoio a projectos humanitários e de desenvolvimento.
               
Na terça-feira, o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian, reafirmou a participação da França na reconstrução.
Além de um empréstimo de 430 milhões de euros concedido a Bagdad em 2017, Paris financiará projectos no sector de água, energia e agricultura, por intermédio da Agência de Desenvolvimento da França.
    
Antes de passar a palavra aos governos e às instituições internacionais, a conferência do Koweit destacou ONGs e o sector privado. Foram apresentados mais de 200 projectos, como a construção de refinarias de petróleo e indústrias, a reabilitação de aeroportos e estradas.

Para encorajá-los a participar, as autoridades iraquianas apresentaram garantias legais a 2.000 representantes de empresas internacionais, solicitadas para reconstruir dezenas de milhares de lares, escolas, infraestruturas e hospitais destruídos.

Muitas empresas estão relutantes diante da magnitude dos desafios, enquanto o Iraque aparece classificado entre os dez países mais corruptos do mundo pela Transparência Internacional.
           
"Continuaremos a combater a corrupção (...), que é uma das razões para a ascensão do terrorismo", defendeu o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi.

Na segunda-feira, o ministro iraquiano do Planeamento quantificou a nota da reconstrução: 88 biliões de dólares (71 biliões de euros). As ONGs já anunciaram mais de 330 milhões de dólares em recursos para apoiar operações humanitárias.

Três agências da ONU enfatizaram a urgência de ajudar o povo iraquiano, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que pediu à comunidade internacional que "invista no sector da saúde".

A reconstrução do Iraque exigirá mais do que dinheiro. Além da corrupção endêmica, o país terá de superar divisões internas, especialmente entre xiitas e sunitas - sobretudo, considerando-se que a luta contra o EI não acabou e que o grupo extremista continua a ser "uma séria ameaça", como martelou o secretário de Estado americano, Rex Tillerson.

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