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14 Fevereiro de 2018 | 20h05 - Actualizado em 14 Fevereiro de 2018 | 20h05

Médicos Sem Fronteiras admite 24 casos de assédio ou abuso sexual em 2017

Paris - A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou nesta quarta-feira que comprovou a ocorrência de 24 casos de assédio ou abuso sexual em 2017 dentro da sua organização, num momento em que acusações de estupros visando empregados da Oxfam e a ONU abalam a reputação do sector humanitário.

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Logótipo dos médicos sem fronteiras

Foto: Pesquisa


A ONG criada na França, mas que tem 40.000 funcionários em todo o  mundo, indicou, num comunicado, que recebeu 146 denúncias ou alertas.

Desses, "40 casos foram identificados como casos de abuso ou assédio", sexual ou não, ao final de investigações internas, e, entre esses 40 casos, 24 foram casos de assédio ou abuso sexual", segundo a ONG.

Destes 24 casos, 19 pessoas foram demitidas, acrescentou a organização. "Em outros casos, os funcionários foram sancionados por medidas disciplinares ou suspensões", aponta o comunicado.
      
De acordo com MSF, no entanto, os 24 casos relatados não incluem "casos directamente geridos por equipas no campo e não relatados à sede" operacional em Paris.
             
O número real de casos de assédio ou abuso sexual pode, portanto, ser potencialmente maior.

"Embora os relatos de abuso estejam a crescer constantemente, MSF está ciente de que os abusos cometidos na instituição são subestimados", reconhece a associação.
      
MSF traz essa revelação quando o sector humanitário é abalado por revelações sobre a ONG britânica Oxfam.
              
Vários funcionários da poderosa confederação de cerca de vinte ONGs presentes em mais de 90 países são acusados de estupros durante missões humanitárias no Sudão do Sul, abusos sexuais na Libéria e, entre outras coisas, de recorrerem a prostitutas no Haiti, bem como no Tchad.
    
Segundo uma investigação interna da organização sobre 120 pessoas em três países entre 2013 e 2014, ou seja, entre 11 e 14 porcento do pessoal actuante foram vítimas ou testemunhas de agressões sexuais. No Sudão do Sul, quatro sofreram estupros ou tentativas de estupro.

A directora adjunta da Oxfam, Penny Lawrence, renunciou na segunda-feira devido ao escândalo no Haiti que data de 2011. O caso está ligado a eventos ocorridos durante uma missão humanitária por ocasião do terramoto que deixou mais de 200 mil mortos em 2010.
            
A Médicos Sem Fronteiras é uma associação médica humanitária internacional, criada em 1971, em Paris, por médicos e jornalistas.
Intervêm em áreas afectadas por conflitos, epidemias ou desastres naturais.

A associação, que garante a sua independência obtendo recursos quase que exclusivamente de doações privadas, está presente em 71 países, incluindo Iraque, Iémen, República Democrática do Congo e Sudão do Sul.
            
A associação recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1999.
               
    
              

Assuntos Crime  

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