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14 Fevereiro de 2018 | 14h55 - Actualizado em 14 Fevereiro de 2018 | 14h55

Stoltenberg quer fortalecer a aliança atlântica "para evitar o conflito"

Bruxelas - O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, quer fortalecer a aliança atlântica "não para provocar, mas para evitar o conflito", através de uma reforma e da modernização das suas estruturas que será debatida hoje pelos ministros da Defesa do bloco.

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Secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg (Foto arquivo)

"O objectivo de ter uma Otan forte (...) não é para provocar, mas para evitar o conflito", disse Stoltenberg, que também enfatizou a necessidade de aumentar os gastos em defesa, um dos compromissos que os aliados acordaram na cimeira de Gales (Reino Unido) em 2014 e que os ministros também debaterão hoje.

"Muitos aliados reduziram os seus gastos de defesa após a Guerra Fria porque as tensões foram reduzidas. Entretanto, se somos capazes de diminuir os gastos quando as tensões são reduzidas, também devemos aumentá-lo quando aumentam e, agora, estão a crescer" disse o político norueguês.

Em particular, o responsável norueguês citou a ameaça terrorista e a questão russa.

Stoltenberg disse que "a Otan é uma aliança defensiva" que "está a responder de forma proporcional" às "violações do direito internacional" por parte de Moscovo, com a anexação ilegal da Crimeia em 2014 e a "desestabilização" da Ucrânia.

"Durante muitos anos após a Guerra Fria, os aliados reduziram as suas capacidades militares e tentamos ter uma associação com a Rússia", acrescentou, e assegurou que a Otan não quer "outra Guerra Fria" e está comprometida com o "diálogo" e uma acção "firme" com Moscovo.

Depois de reforçar a sua presença militar na Europa Oriental, a Otan está agora a discutir uma reforma das suas estruturas de comando.

O objectivo é proteger as linhas de comunicação marítima entre a América do Norte e a Europa contra a agressividade da Rússia e o aumento da ameaça terrorista no flanco sul.

Ainda será adicionado o novo centro de operações localizado em Nápoles (Itália), que ainda não está activo e que os países do sul instarão hoje a iniciar o mais rápido possível.

Por outro lado, os ministros debatem hoje a evolução das despesas de defesa com o objectivo de conseguir que, em todos os países, investam-se 2% do produto interno bruto (PIB) até 2024, um compromisso que apenas 15 dos 29 países da Aliança.

Sob a pressão dos EUA, os aliados apresentarão planos nacionais sobre como pretendem alcançar esse objectivo.

"O aumento das despesas e da distribuição justa entre os aliados é necessário para manter os nossos países seguros", concluiu Stoltenberg.

Assuntos Diplomacia  

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