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08 Novembro de 2018 | 16h37 - Actualizado em 08 Novembro de 2018 | 16h36

Henry Kissinger pede a EUA e China que melhorem as relações

Pequim - O ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, Henry Kissinger, pediu nesta quinta-feira aos Estados Unidos e a China que adoptem "uma perspectiva mais ampla" ao abordarem as suas relações, que são vitais para o mundo e que se deterioraram nos últimos meses pela guerra comercial e as tensões no Mar da China Meridional.

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"Os Estados Unidos e China são duas grandes potências e as suas relações devem melhorar porque são de vital importância para ambos e para o mundo", disse hoje o diplomata depois de reunir-se em Pequim com o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, informou o ministério do país asiático em comunicado.

Kissinger, de 95 anos, admitiu que nos EUA existe certa "hostilidade" contra a segunda maior economia do mundo, mas ponderou que esta não é a "corrente principal" da opinião pública do seu país, que não deve ver o gigante asiático como um "oponente".

"É necessário que as duas partes abordem as suas relações de uma perspectiva mais ampla e alcancem consensos para conseguir um desenvolvimento estável e de longo prazo dos laços bilaterais", afirmou Kissinger, um dos artífices do restabelecimento das relações sino-americanas há mais de 40 anos.

Wang, por sua vez, considerou que a China e os Estados Unidos "podem" e "devem" resolver as suas diferenças comerciais "de forma adequada", isto é, "através de um diálogo em pé de igualdade".

"A cooperação pode ser benéfica para ambas as partes e é a única opção correcta para os dois países. Os interesses comuns são mais importantes que as diferenças", acrescentou o chanceler chinês.

Na terça-feira, o vice-presidente chinês, Wang Qishan, disse em Singapura que o país asiático está preparado para iniciar um diálogo com os EUA para chegar a um acordo "aceitável para as duas partes" em matéria comercial.

As duas principais potências económicas do mundo mantêm desde Julho deste ano uma guerra de impostos, que se junta a uma série de recentes episódios de tensão no Mar da China Meridional, onde navios americanos navegaram por águas que a China reivindica como as suas, acto que Pequim considera uma "provocação".

A oferta do vice-presidente chinês e as palavras do chanceler coincidem com o anúncio recente do reatamento nesta sexta-feira da segunda ronda de diálogo sobre segurança e diplomacia em Washington, que tinha sido adiada em Outubro.

O reatamento dos contactos acontece depois da conversa que Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, mantiveram na semana passada.

Assuntos Diplomacia  

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