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12 Julho de 2018 | 15h36 - Actualizado em 12 Julho de 2018 | 15h36

Trump volta a acusar a Alemanha de pagar milhões de dólares à Rússia

Bruxelas - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prosseguiu hoje o seu ‘ataque’ à Alemanha, dizendo que o país paga “milhares de milhões de dólares” à Rússia, algo que classificou como “inaceitável.

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“Desde há vários anos, os presidentes [norte-americanos] têm tentado, sem sucesso, fazer com que a Alemanha e outras nações ricas da NATO paguem mais para se protegerem da Rússia. Eles pagam apenas uma fracção do seu custo. Os Estados Unidos pagam dezenas de milhares de milhões de dólares para subsidiar a Europa, e perde em grande no comércio”, disse Trump.

Em mais uma publicação no Twitter, o presidente norte-americano voltou a ‘atacar’ a Alemanha, como já tinha feito no primeiro dia da cimeira da Aliança Atlântica, que termina hoje em Bruxelas.

“A Alemanha começou a pagar à Rússia, o país do qual querem proteger-se, milhares de milhões de dólares pela energia que vai sair do novo gasoduto. Não é aceitável”, argumentou.

Na quarta-feira, o presidente norte-americano acusou a Alemanha de estar “prisioneira” da Rússia por causa das importações de energia.

“A Alemanha está prisioneira da Rússia porque importa de lá uma grande parte da sua energia”, declarou Trump, durante um pequeno-almoço com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Jens Stoltenberg.

Trump aludia ao projecto do gasoduto Nord Stream II, cuja construção está prevista para arrancar este mês e que sai de Ust-Luga, na Rússia, atravessando todo o mar Báltico até terminar em Greifswald, na Alemanha.

Em resposta ao presidente norte-americano, a chanceler alemã Angela Merkel destacou a independência das decisões de Berlim.

Trump usou o mesmo ‘tweet’ para reiterar a necessidade de todos os aliados cumprirem a meta de consagrarem 2% do Produto Interno Bruto (PIB) a despesas em Defesa, uma meta estabelecida na cimeira do País de Gales para o prazo de uma década.

“Todas as nações da OTAN têm de cumprir o compromisso de 2%, e têm obrigatoriamente de alcançar os 4%”, voltou a defender, depois de já ter feito essa exigência na reunião de chefes de Estado e Governo da Aliança Atlântica na quarta-feira.

Assuntos Diplomacia  

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