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08 Fevereiro de 2019 | 18h18 - Actualizado em 10 Fevereiro de 2019 | 20h01

Ex-miss Costa Rica também denuncia Nobel da Paz e ex-presidente Óscar Arias

San José - Uma ex-miss da Costa Rica abriu na Justiça um processo por abuso sexual contra o ex-presidente e prémio Nobel da Paz Óscar Arias, sendo a segunda mulher a procurar o Ministério Público para denunciar o político por um caso parecido só nesta semana.

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O caso dela, que não teve a identidade revelada, foi publicado nesta sexta-feira pelo portal "Ameliarueda.com", que indicou que a denúncia foi apresentada quinta-feira. Conforme o relato, ela foi convidada por Arias, em 2015, para pegar um livro na casa dele.

"Ele entrou a minha frente, cruzou a porta que estava fechada, eu sou mais alta, no entanto, ele agarrou a minha cabeça, eu estava com o cabelo solto, agarrou-me, puxou-me para perto do seu corpo, então com uma das mãos tocou os meus seios por cima da roupa e beijou-me contra a minha vontade", contou a modelo.

A ex-miss disse ter ficado  "em choque" porque "não esperava algo assim de uma pessoa tão conhecida" e que ela "admirava muito". No mesmo ano, tentou formalizar a denúncia, mas três advogados negaram-se a acompanhá-la e sugeriram que ela não fosse aos tribunais. Nesta semana, segundo disse, reuniu forças após ver que, no último dia 4, uma mulher também denunciou o Nobel da Paz por abuso sexual.

"Quando vi o que aconteceu com a nova garota e o movimento MeToo, achei que tinha que me fortalecer, porque vi que o assunto era habitual nele. Procurei dois advogados e eles me disseram que não me ajudariam, mas consegui encontrar um que resolveu me ajudar e me acompanhar hoje (quinta-feira) para apresentar a queixa", comentou a mulher ao "Ameliarueda.com".

A denúncia mencionada foi a feita por Alexandra Arce von Herold. O caso teria acontecido em Dezembro de 2014, durante uma reunião na qual ela buscava apoio para a sua causa antinuclear. Depois de Alexandra, várias mulheres começaram a contar que foram vítimas de abuso sexual por parte do ex-presidente na imprensa e nas redes sociais.

As jornalistas Nono Antillón e Emma Daly disseram que Arias cometeu abusos sexuais contra elas em 1986 e 1990, respectivamente. Os jornais costarriquenhos também publicaram o testemunho de Marta Araya, editora do livro de Arias e que afirmou que, em 2012, o político a assediou oferecendo massagens. Outra denunciante é a jornalista da revista "Perfil" Mónica Morales, que publicou na quarta-feira que o ex-governante a fez passar por "um momento incómodo" durante uma entrevista, em 2013, quando o político sugeriu que ela sentasse no seu colo.

Arias, de 78 anos, limitou-se a enviar, na terça-feira através da sua equipa jurídica, um comunicado negando a acusação e anunciando que não falaria mais no assunto. Sobre as outras denúncias ele ainda não se pronunciou. O Partido Libertação Nacional (PLN), com o qual Arias chegou ao poder, anunciou que o político decidiu desvincular-se das actividades do grupo enquanto enfrenta as acusações.

Assuntos Sociedade  

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