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29 Novembro de 2019 | 10h12 - Actualizado em 29 Novembro de 2019 | 12h26

Argentina recua na decisão de sair do Grupo de Lima

Buenos Aires - O futuro chefe da diplomacia argentina, Felipe Solá, que assumirá o cargo em 10 de Dezembro antecipou que a Argentina não vai, afinal, sair do Grupo de Lima para poder dizer, nesse âmbito, o que pensa sobre a Venezuela, segundo informou a Lusa.

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Dístico do Grupo LIMA

Foto: Divulgação

Bandeira da Argentina

Foto: Foto divulgação

"Nós não vamos sair do grupo de Lima. Vamos sentar-nos no grupo de Lima e dizer ali o que pensamos para reforçar a nossa posição", anunciou o próximo ministro dos Negócios Estrangeiros da Argentina, durante o seminário "Os desafios e os dilemas da democracia na América Latina" na Universidade Torcuato Di Tella, em Buenos Aires.

O futuro diplomata argentino questionou o papel do Grupo de Lima por impor a divisão entre os países latino-americanos e criticou a ausência de um fórum de integração regional.

"Não podemos ter uma união latino-americana baseada somente no que pensamos sobre a Venezuela", disse.

Sobre o que o próximo Governo argentino pensa a respeito, Felipe Solá acusou os Estados Unidos de forçarem a queda de Nicolás Maduro através de um golpe de Estado.

"Tenho certeza de que Washington colocou muito dinheiro para forçar a saída de Maduro do poder", afirmou.

Embora todos os países integrantes do Grupo de Lima reconheçam Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, o futuro MNE argentino vê que a fase de Juan Guaidó como alternativa está acabada.

"A etapa de Guaidó está superada. É preciso de procurar outra alternativa à crise venezuelana", apontou, afirmando que o próximo governo argentino "também quer eleições na Venezuela".

Sobre a posição que a Argentina vai levar ao Grupo de Lima, Felipe Solá disse que "não quer que Maduro se isole nem quer que isolem Maduro".

"Não estamos de acordo com esse isolamento do governo de Maduro. Isso não nos facilita em nada. Mas também não estamos de acordo com atitudes que o isolam mais como ameaças de carácter bélico ou sanções que limitam a sua capacidade exportadora, a sua capacidade de funcionar. São sansões que fez muito dano à economia e ao povo venezuelano", ponderou.

Em Outubro, o presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, tinha anunciado que a Argentina deixaria o Grupo de Lima e que adoptaria uma estratégia conciliadora, aliando-se ao México e ao Uruguai, países que actuam no Grupo de Contacto Internacional do qual Portugal faz parte.

"A posição do México e do Uruguai na questão da Venezuela é a posição correcta para enfrentar um problema que todos vemos. A Argentina deve ser parte dos países que querem ajudar os venezuelanos a encontrarem uma saída. Estar no Grupo de Lima é contraditório com isso", defendia Alberto Fernández, para quem "o Grupo de Lima está condicionado às políticas norte-americanas".

O actual MNE argentino, Jorge Faurie, criticou, na ocasião, a pretendida neutralidade de Alberto Fernández, afirmando que "neutralidade é cumplicidade com a ditadura de Nicolás Maduro".

"Os países que se calaram perante as atrocidades do nazismo terminaram sendo cúmplices de opinião pública. É a mesma coisa", comparava Faurie.

O grupo de Lima foi criado em 2017 para monitorizar e para encontrar uma saída para a crise venezuelana.

É composto por 14 países do continente americano e liderado por Brasil, Colômbia e Argentina que agora muda de presidente e de postura, mas que decide ficar no grupo, depois de anunciar que se retiraria.

Assuntos Diplomacia  

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