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27 Novembro de 2019 | 19h38 - Actualizado em 27 Novembro de 2019 | 19h38

Bolívia nomeia embaixador nos EUA após 11 anos

La Paz - A Bolívia nomeou o seu primeiro embaixador nos Estados Unidos em 11 anos, medida implementada pelo governo interino como parte da reformulação da política externa do país após a renúncia de Evo Morales.

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Bandeira da Bolívia

Foto: Pesquisa

Bandeira dos Estados Unidos

Foto: Divulgação

Em 2008, os governos americano e boliviano expulsaram mutuamente seus embaixadores. Desde então, a relação diplomática entre os dois países não se normalizou. 

O ministério dos Negócios Estrangeiros da Bolívia nomeou para o posto o diplomata Walter Oscar Serrate Cuellar. A indicação precisa ser aprovada pelo Congresso. Em outros passos da nova política externa, o governo interino rompeu laços com Cuba e Venezuela. 

Cuellar actuou no passado como embaixador e representante permanente da Bolívia nas Nações Unidas. 

Evo Morales, que governou o país por quase 14 anos, renunciou ao cargo no dia 10 de Novembro e exilou-se no México.

A crise boliviana começou após as eleições de 20 de Outubro, vencidas pelo líder indígena, mas que foi colocada sob suspeita pela oposição.

Uma onda de protestos tomou conta do país e os militares chegaram a sugerir a saída de Morales, o que forçou a sua renúncia. Ele diz ter sido vítima de um golpe. Em seguida, a senadora Jeanina Áñez declarou-se presidente interina. 

O Parlamento boliviano, liderado pelo partido de Morales, o Movimento para o Socialismo (MAS), aprovou a lei para convocar eleições gerais no ano que vem.

Assuntos Diplomacia  

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