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07 Maio de 2019 | 19h37 - Actualizado em 08 Maio de 2019 | 09h22

ACNUR pede protecção imediata para 1.600 indígenas da Colômbia

Bogotá - O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) pediu nesta terça-feira protecção "imediata" para mais de 1.600 indígenas que foram deslocados, ou estão confinados, pelos combates entre grupos armados no sudoeste da Colômbia.

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Logotipo da ACNUR

Foto: Foto divilgação

"Mais de 1.600 indígenas de dez comunidades Embera e Wounaan são vítimas de deslocamento forçado e confinamento" em Juradó, no departamento de Chocó, informa um comunicado do Acnur, que baseou os números em relatórios das autoridades locais.

A situação complicou-se a partir de 26 de Abril no norte do município que faz fronteira com o Panamá, como resultado de confrontos entre grupos armados ilegais e a sua presença em territórios indígenas.

Segundo a agência, até agora seis comunidades (914 pessoas) foram deslocadas, e outras cinco estão em concentradas (729 pessoas). Do total da população afectada, 263 têm menos de cinco anos de idade.

Em função disso, solicitou ao governo colombiano "a adopção de medidas de protecção e assistência humanitária imediata".

Chocó é o epicentro de uma disputa territorial entre o Exército de Libertação Nacional (ELN), a última guerrilha da Colômbia, e o Clã do Golfo, o maior cartel de drogas do país que surgiu dos paramilitares de extrema direita desmobilizados em 2006.

Ambas as organizações lutam para controlar uma área onde operavam as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

Além disso, Chocó, o departamento mais pobre da Colômbia, é um dos pontos estratégicos de partida para carregamentos de cocaína que partem do Pacífico colombiano para a América Central e os Estados Unidos.

É também um corredor para os migrantes africanos, haitianos e cubanos que cruzam a Colômbia na direcção da América Central, geralmente com os Estados Unidos como destino final.

Assuntos Droga  

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