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13 Fevereiro de 2020 | 09h25 - Actualizado em 13 Fevereiro de 2020 | 12h32

Conselho de Segurança da ONU pede "cessar-fogo duradouro" na Líbia

Nova Iorque - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta quarta-feira, pela primeira vez desde a retomada do conflito armado na Líbia, em Abril de 2019, uma resolução que insta a um "cessar-fogo duradouro" no país.

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Sede da ONU

Foto: Google divulgação

De acordo com a agência France-Presse, o documento foi aprovado por 14 dos 15 membros que compõem este órgão das Nações Unidas. A Rússia absteve-se.

A resolução aprovada foi objecto de um aceso debate durante três semanas e ilustrou as divisões persistentes da comunidade internacional no que diz respeito à situação na Líbia.

O Conselho de Segurança da ONU é composto por cinco membros permanentes -- China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos da América -- e 10 membros rotativos -- actualmente integram este órgão a Bélgica, República Dominicana, Estónia, Alemanha, Indonésia, Níger, São Vicente e Granadinas, África do Sul, Tunísia e Vietname.

O porta-voz da Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL, na sigla em inglês), Jean Alam, lamentou hoje que os aviões da organização estejam a ser "impedidos" de aterrar no país pelas forças leais ao marechal Khalifa Haftar.

Segundo a ONU, as forças de Haftar, reconhecido como o homem forte do leste líbio e líder de uma das facções que disputam actualmente o poder na Líbia, atacam regularmente a zona onde opera o único aeroporto a funcionar em Tripoli.

Jean Alam acrescentou que a situação está a dificultar os esforços humanitários na Líbia, uma vez que as Nações Unidas não recebem "garantias de segurança" por parte das forças pró-Haftar para que os aparelhos da organização possam aterrar no oeste do país.

A Líbia, que possui as reservas de petróleo mais importantes no continente africano, é um país imerso num caos político e securitário desde a queda do regime de Muammar Kadhafi em 2011.

A situação tornou-se ainda mais crítica desde o início da ofensiva militar das forças do marechal Khalifa Haftar, que avançou em Abril de 2019 contra Tripoli, a sede do Governo de Acordo Nacional líbio estabelecido em 2015.

Uma cimeira internacional foi realizada em Janeiro último, em Berlim, para tentar acabar com o conflito civil líbio.

Na capital alemã, o Governo de Acordo Nacional e o Exército Nacional Líbio acordaram uma trégua impulsionada pelos respectivos aliados, Turquia e Rússia.

O cessar-fogo seria, no entanto, violado poucos dias depois.

A ONU também tem denunciado reiteradas violações do embargo às armas que pesa sobre a Líbia.

No passado fim - de - semana, a UNSMIL anunciou em Genebra, na Suíça, que será realizada uma nova ronda de negociações no dia 18 de Fevereiro sobre um acordo de cessar-fogo no país.

Desde o início da ofensiva das tropas de Haftar sobre Tripoli foram mortos mais de 280 civis e cerca de 2.000 combatentes, segundo a ONU. Perto de 150.000 líbios foram deslocados.

Assuntos ONU  

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